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A salvação do Varejo? Renner volta a operar em níveis pré-pandemicos

O varejo brasileiro é um dos setores da bolsa que mais sofre com as volatilidades. Afinal, ao estar ligado diretamente ao da população, qualquer cenário que indique uma nova queda da economia mandas estas para o fundo do poço. E a economia de crise que vivemos não facilitou a vida destas companhias:

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No entanto o resultado operacional da no primeiro trimestre do ano, abre alas para as companhias e prova que o setor ainda pode render lucros no . Mas será que renderá lucros na bolsa?

O que esperar da Renner?

A (LREN3) anuncia um resultado robusto para o primeiro trimestre do ano — com os volumes de venda começando a retomar aos patamares pré-pandemia e as margens gradativamente voltando aos níveis históricos.

A Renner teve uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões no período — uma alta de 63% na comparação com 2021 e de 35% na comparação com 2019, o último ano antes da covid. A Renner teve um janeiro fraco, um fevereiro um pouco melhor e um mês de março “muito forte”, o CFO Daniel Martins.

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Segundo ele, abril manteve a mesma tendência positiva de março, com crescimento double digit em comparação a 2019 tanto no fluxo de clientes quanto no tíquete médio e no volume de peças vendidas. O CFO disse que a Renner não tem sentido na ponta o impacto da alta dos juros e da nas alturas — um cenário que tende a reduzir o apetite do consumidor.

“Acho que existe uma certa demanda reprimida As pessoas ficaram muito tempo sem sair de casa e agora que estão voltando para o ambiente social tem que renovar o guarda-roupa,” disse ele. “Além disso, há uma troca de consumo: na crise, as pessoas acabam deixando de gastar com itens de tíquete alto, como uma geladeira, e vão mais para os itens básicos.”

O primeiro trimestre também marcou uma recuperação das margens da Renner. No quatro trimestre, a empresa havia apresentado uma margem bruta abaixo de 2019. Neste tri, a margem já veio no mesmo nível (55,3% em 2019 vs. 55,1% este ano).

Já na margem EBITDA, o gap ainda é relevante. No primeiro trimestre de 2019, a Renner teve margem EBITDA de 25%; neste tri, 17,2%. “Estamos vindo de 3 anos de inflação recorde e isso traz uma pressão inflacionária muito grande.

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Até conseguimos repassar pro consumidor, mas tem uma questão de ganho de escala: com a queda nos volumes dos últimos anos e o custo subindo, isso naturalmente pressiona a margem. Com a retomada do volume que estamos vendo, isso tende a normalizar,” disse Daniel.

Há ainda um componente adicional: a participação das vendas digitais aumentaram nos últimos anos e “essa é uma operação que ainda não está rodando em sua eficiência máxima.” A expectativa da Renner é que a margem EBITDA vá gradativamente retomando aos níveis pré-pandemia este ano, mas que ela só volte a operar nos níveis históricos em 2023 ou início de 2024.

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