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Ainda vale a pena apostar em mineração e siderurgia? Confira a análise da Toro Investimentos

As ações de que estão ligadas a produção e processamento de commodities estão sempre sobre o radar dos investidores brasileiros. Afinal, o setor tem grande participação na brasileira, e isso fica claro quando comparamos o peso destas companhias no principal indicador do mercado de capitais do Brasil: o índice

No entanto, o cenário no curto prazo para os setores de e Siderurgia, é no mínimo desafiador.

Segundo Josias de Matos, analista de equities da Toro Investimentos, a economia da China, que nas últimas duas décadas foi o grande motor do crescimento mundial, apresenta importantes sinais de desaceleração. Embora a meta de crescimento definida para o país tenha sido a menor em 25 anos, “apenas” 5,5% de aumento do PIB na comparação anual, acreditamos que o governo chinês terá extrema dificuldade em atingir este patamar.

De olho na para entender o setor

Além disso, dados do setor imobiliário chinês, que representa cerca de 30% do PIB do país e tem sido a principal fonte de demanda de commodities metálicas, como o minério de ferro, nas últimas décadas, apresenta sérios problemas. Além de várias incorporadoras estarem passando por problemas de liquidez, dado o seu alto nível de alavancagem, dados de alta frequência como utilização de cimento e vendas de tratores, mostram que a situação ainda está longe de acabar, e uma continuação do processo de desaceleração do setor e da economia chinesa como um todo, ainda é esperada.

Neste sentido, temos observado uma queda relevante nos preços do minério de ferro, que já devolveu toda a alta do ano e passa a cair em relação a 2021. A performance de , tem acompanhado esse sentimento pessimista com relação à commodity, e já cai mais de 11% no ano.

Não é a toa que a própria Vale reduziu suas projeções em relação à sua produção este ano, que deve ficar entre 310 milhões e 320 milhões de toneladas (a anterior estava entre 320 a 335 milhões).

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Ademais, segundo o analista, a Vale está negociando em um patamar atrativo, além de ter vantagens comparativas relevantes e produza um minério com prêmio de qualidade em relação a seus principais concorrentes, no curto prazo o cenário macroeconômico está sendo a principal variável na formação dos preços internacionais do minério de ferro, assim como na performance das da Vale.

Dadas as grandes incertezas que rondam o cenário econômico mundial atualmente, acreditamos que essa dinâmica deverá continuar no curto prazo.

Por fim, o analista finaliza a análise com uma visão otimista para as ações da principal mineradora do país:

No médio e longo prazo, no entanto, enxergamos a Vale como uma das principais oportunidades da bolsa brasileira, dadas as suas características e vantagens de produção, além de sua operação robusta e diversificada geograficamente. Com uma normalização do cenário macroeconômico mundial, tanto com relação à expectativa de crescimento chinês, como em relação à uma possível recessão nos EUA e Europa, sua cotação deverá retornar ao racional da tese e às variáveis microeconômicas que beneficiam a Vale

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