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As perspectivas para o segundo semestre de 2022: dólar, investimentos e economia

  • Entramos oficialmente no segundo semestre do ano, e chegou a hora de perguntar, o que será dos investimentos daqui para frente?
  • O Guia do Investidor traz alguns pontos para você relembrar o que foi o mercado e ficar de olho nos próximos meses.

Já entramos oficialmente no segundo semestre do ano, e já podemos traçar um cenário geral do que foi o começo do ano e o que devemos esperar dos próximos meses. Afinal, é isto que nós investidores fazemos não é mesmo?

Portanto, nós do Guia do Investidor trazemos alguns pontos que você precisa entender antes de analisar os rumos em que seus investimentos devem andar nos próximos meses.

O que foi o mercado até agora?

Primeiramente, precisamos relembrar o que foram os primeiros seis meses do ano para o mercado, e se você esteve ativo neste ramo, sabe que o cenário não foi o dos melhores.

O primeiro semestre de 2022 foi um período marcado por fortes perdas para as principais bolsas de valores do mundo. Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caem -20,58 por cento, -15,31 por cento e -29,51 por cento, respectivamente. Na Ásia, o Nikkei 225, de Tóquio, e o SSE Composite, de Xangai, depreciam -9,92 por cento e -6,62 por cento. No , o recua -5,17 por cento nos primeiros seis meses do ano.

O início de um sonho… Deu tudo errado

O começo de 2022 foi animador para os mercados. A expectativa de uma total das bolsas após “o pior” da crise ter covid ter pesado, animou investidores ao redor do globo. E isso, deu certo:

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Durante a maior parte do ano, o Brasil brilhou aos olhos do mercado . A bolsa brasileira registrava alta puxada pela entrada de investidores estrangeiros que observam o Brasil como uma oportunidade diante da alta taxa de juros e pela disparada do preço de .

No entanto, a conjuntura favorável foi perdendo espaço, sendo pouco a pouco contaminada pelo viés negativo nos mercados no exterior.

Os mercados este ano foram agitados por uma série de ventos contrários e hostis: a guerra entre Ucrânia e Rússia, a forte , a elevação dos juros, os bloqueios de na China e a possível desaceleração da dos Estados Unidos. Todos esses fatores fazem com que os investidores aumentem a cautela na renda variável.

Dólar

Na principal moeda do mundo e em nossa taxa de câmbio o cenário não foi muito diferente.

A moeda abriu 2022 negociado a cerca de R$ 5,57, chegou a bater quase R$ 4,60 em abril e fechou a última quinta-feira a R$ 5,23, com queda acumulada ainda de 6,1% no semestre, ainda que com uma alta mensal de 10% em junho. Quando o assunto é a dinâmica entre a moeda americana e o real, os seis meses passados não foram nada monótonos – e os que faltam vir, provavelmente, também não serão.

Commodities, Federal Reserve e risco fiscal foram variáveis cruciais para a performance do câmbio até então. E o esperado é que isso não mude tanto nos próximos seis meses.

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As expectativas gerais podem afetar os rumos da moeda a qualquer momento, mas o grande ponto seguirá sendo se o Banco Central Americano (FED) vai conseguir ou não manter a inflação sobre controle.

E a bolsa?

Desse modo, o segundo semestre se inicia com um pessimismo bem superior ao que foi o começo do ano. Com investidores precificando os acontecimentos do mercado, e ainda mantendo a preocupação geral com um cenário adverso para a renda variável. Tudo isso veio impactando as bolsas, principalmente a nossa B3, que negocia a múltiplos interessantes.

Na visão do analista Guilherme Tiglia, responsável pela carteira Nord Dividendos, o Ibovespa está barato e as companhias seguem mostrando resultados e pagando dividendos. Inclusive, com commodities ainda em patamar elevado, economia local melhor que o esperado e dólar mais alto, as expectativas (conservadoras) são de alta dos lucros das .

Ademais, o analista complementa que o Ibovespa atualmente negocia a um múltiplo abaixo de grandes crises, em 6,5 vezes lucros, enquanto a média é de 11,6 vezes lucros.

Lembrando que 6,5 vezes lucros é o quanto estamos pagando pelos resultados, portanto, quanto menor esse número, “mais barato”.

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Além disso, ele cita também que até quando retiramos as commodities do índice (maior peso), olhando para as empresas com exposição doméstica, os múltiplos continuam atrativos. 

Em linhas gerais, apesar das incertezas político-econômicas do momento, continuamos otimistas com o Ibovespa e consideramos um ótimo momento para comprar bolsa.

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