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Banco Inter em queda livre: o que aconteceu?

As ações do Banco Inter (BIDI11) estão acumulando quedas e mais quedas na bolsa de valores nos últimos dias. As ações do Banco chefiado pela família Menin já acumulam perdas de 10,17% nos últimos 5 pregões, mas o que aconteceu para estas quedas acontecerem?

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Em resumo, as ações sofrem com o movimento dos setores de consumo e tecnologia, mais suscetíveis a pressões dentro do cenário macroeconômico atual de inflação e  altos.

O analista da Vitreo Bruno Guimarães, que aponta que os papéis são prejudicados pelo aumento da taxa básica de juros, a Selic, com mais gasto de caixa. Por outro lado, avalia, as ganham com produto de crédito.

“No setor [bancário], a gente prefere Banco do (BBSA3), que está bem descontado”, afirma o analista.

Ele classifica como “burburinho” a história de que a empresa vai quebrar em um momento de baixa dos papéis. “Está longe disso”, diz.

“Nossa Bolsa é muito nova, tem muito novo no mercado que não está acostumado a ver isso [queda forte das ações] na tela”, comenta o analista.

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Guimarães vê o Inter com risco de crédito controlado e com crescimento em diversas frentes. “O brasileiro estava carente de um produto como esse [o aplicativo do banco]”, diz.

A situação também não parece otimista aos olhos do Bank of America (BofA), que cortou o preço-alvo das units de R$ 36 para R$ 17, o que ainda implica um potencial de valorização de quase 30%.

O banco norte-americano reduziu as projeções para refletir um ambiente operacional mais desafiador, evidenciado nos resultados do primeiro trimestre.

“Esperamos encargos de provisão mais altos e menor ritmo de crescimento de empréstimos do que antes, dada a recente deterioração da qualidade de ativos e um cenário macro fraco, parcialmente compensados pela reprecificação do portfólio”, comenta o BofA.

Levando esses fatores em conta, os analistas da instituição reduziram as estimativas de lucro líquido para 2022 em 40%, a R$ 160 milhões. Ainda assim, o corte implica uma expansão de 150% nos números em relação a 2021, suportada por uma sólida base de crescimento de clientes e alavancagem operacional.

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