Brasil só tem 400 empresas listadas na bolsa, contra 5.400 nos EUA

Brasil só tem 400 empresas listadas na bolsa, contra 5.400 nos EUA

12 de abril de 2019 0 Por Diego Dias

Pesquisas apontam que o brasileiro não possui interesse no mercado acionário. Segundo informações, apenas 0,69% da população investe na bolsa, frente aos Estados Unidos, onde a porcentagem ultrapassa os 65%.

O investimento na bolsa de valores entre o Brasil e os Estados Unidos é uma diferença gritante. Enquanto a lista brasileira contém apenas 394 instituições, a norte-americana conta com o apoio de mais de 5400.

Além disso, de acordo com pesquisa divulgada em 2012 pelo Banco Mundial, o Brasil comporta aproximadamente 198,7 milhões de habitantes. Já os Estados Unidos têm  313,9 de pessoas.

Desta forma, atualmente, mais de 20 setores corporativos participam do mercado acionário nacional. No topo está o Consumo e Varejo (13,1%) e em seguida o Industrial (12,9%). Por fim, está a categoria de Energia e Saneamento (10,9%), e depois de Financeiro (9,3%).

Contudo, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e Capitais (Anbima), lançou dados que demonstram a distância do brasileiro e o ambiente econômico. Logo, o órgão informou que 44% do país não possui sequer interesse na área.

“De maneira geral, as pessoas não estão preocupadas com a rentabilidade. Elas querem apenas guardar o dinheiro de forma segura. E poder contar com ele quando precisarem”, disse Ana Claudia Leoni, superintendente de Educação da Anbima.

O que há de errado?

Por consequência, é necessário refletir por que os brasileiros não participam do mercado acionário. Bem, na opinião do economista e consultor da Compliance Comunicação, Clodoir Vieira, o Brasil percorreu longos anos com juros altos. O que, obviamente, provoca grande abismo.

“Isso desanimou o investidor, pois ele não precisava se preocupar em tomar risco. Afinal, ele podia conseguir a mesma rentabilidade de forma segura”, destacou.

Entretanto, para ele, o acionista buscou a bolsa durante o momento em que a Taxa Selic encontrava-se em 7,25%. E assim, na pretensão de participar dos Fundos de investimentos Imobiliários (FII).

Vieira ainda comenta que o final de 2018 foi, portanto, um período de oportunidades para a compra de ações. Em contrapartida, ele alega que o baixo apoio estatal proporcionou falta de segurança.

“Do lado do governo, a única motivação real e com resultados até hoje foi o do FGTS da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4). Faltam incentivos principalmente para que a confiança do consumidor seja resgatada”, finaliza o especialista.

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