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Com quedas no resultado e nas ações, ainda resta esperança para a Stone?

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O mercado “das maquinhas de adquirência” ou simplesmente, das maquininhas de cartão vem ganhando destaque no mercado nos últimos anos. E um nome que sempre está em pauta quando este assunto é levantado é o da Stone.

A empresa saiu de uma participação de 2,5 por cento no mercado de adquirência, em 2016, para os mais de 13 por cento atuais, ganhando market share de grandes nomes como Cielo e Rede. Mas será que a empresa ainda vai conseguir se sustentar no mercado a longo prazo?

A Stone vai mal das pernas?

No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a Stone registrou um volume total de pagamentos (TPV) de 91 bilhões de reais, representando um crescimento de +50 por cento comparado ao mesmo período de 2021.

Ainda na visão operacional, a receita da empresa mais do que dobrou. Por outro lado, o seu prejuízo atingiu -489 milhões de reais no trimestre. 

Já considerando os (muitos) ajustes, a nova entrante do setor de pagamentos entregou um resultado ajustado positivo em +76 milhões de reais este ano, revertendo os -159 milhões de reais registrados no segundo trimestre do ano passado. 

Ainda assim, grande parte dos números apresentados veio abaixo das expectativas do mercado —  justificando, mais uma vez, as quedas expressivas de seus papéis, aponta o nosso analista.

As ações da Stone (STNE) desabaram -23,75 por cento na bolsa de Nova York após a divulgação do resultado do segundo trimestre.

O que dizem os analistas?

Desse modo, o analista da Nord Research, Victor Bueno, vê que as várias dúvidas relacionadas ao futuro do mercado de maquininhas de cartão e a falta de visibilidade de crescimento da companhia no longo prazo continuam impactando agressivamente as ações da Stone. 

Para o analista, a interrupção e o aumento de provisões trouxeram impactos diretos para o balanço da Stone, que deixou de apresentar lucro bilionário até a metade de 2021 e passou a registrar prejuízo nos últimos trimestres.

Com isso, a confiança por parte do mercado vem se mostrando cada vez menor e as ações da companhia estão acompanhando a piora de seus resultados, acumulando queda de mais de -81 por cento desde as máximas do ano passado.

Por fim, apesar do potencial das ações, o analista pontua que somente as quedas de suas ações não representam necessariamente uma oportunidade clara e não justificam uma compra no momento.

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