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Com Selic subindo, vale a pena investir em Renda Fixa?

O mundo dos investimentos mantêm infinitas possibilidades para os investidores. No entanto, ao melhor estilo Matrix, sempre é oferecido para o investidor dois caminhos principais: a e a renda variável. Os títulos de renda fixa estão quase sempre atrelados as expectativas das taxas de juros estabelecidas pela união. Então, com a Selic subindo, é o momento de voltar para a renda fixa? Entenda agora!

A Selic e os movimentos da Renda Fixa

Quando estamos falando de , a principal ferramenta de gestão que um governo tem é a ! E você vai entender isso de uma vez por todas hoje.

A Selic nada mais é que a taxa básica de juros da economia. Ou seja, é o valor de juros básico pré-estabelecidos para todos os tipos de financiamento. Por isso, desde a compra de seu carro, a compra da sua casa, ou a remuneração dos títulos públicos, tudo é regido pela Selic. A Selic funciona como uma ferramenta de gestão, pois ela firma um “preço” para o crédito.

Em outras palavras, ela torna “mais caro” — ou mais barato — investir. Por exemplo, um empreendedor que abrir uma nova filial de sua empresa, mas para isso, precisa de um financiamento (empréstimo) de uma instituição financeira. Com a Selic a valores baixos, fica mais barato para o empreendedor pagar os juros deste empréstimo, então, ele deve efetivar o financiamento. Por outro lado, considerando um cenário que a Selic está o dobro do valor atual, por exemplo, a 14%, o investidor vai pagar o dobro de juros e talvez não dê sequência ao financiamento.

Essa medida é uma importante ferramenta macroeconômica, seja para esfriar ou esquentar a economia, incentivando — ou desincentivando — os investimentos. Em um mecanismo mais avançado da teoria econômica, é uma forte medida de combate a inflação, mas não entraremos nestes detalhes.

Quando estamos falando do de capitais, uma Selic baixa se traduz em títulos menos rentáveis. Ou seja, investir em Tesouro Direto, tem menos brilho com uma Selic a 2%, como vimos recentemente.

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Desse modo, investidores vão para o mercado e apostam pesado nas ações que trazem mais chances de rentabilidades extraordinárias. O grande jogo do mercado é x segurança — e essa partida parece longe de acabar.

Rentabilidade x Segurança

Uma importante teoria econômica é o custo de oportunidade, que representa o valor de algo quando abrimos mão de uma outra oportunidade. Por exemplo, se você tem 5 reais e quer comprar um refrigerante ou um suco, mas seu dinheiro dá somente para um dos dois, o custo de oportunidade da escolha do refrigerante, por exemplo, é o preço do produto, mais a perda da chance de tomar o suco.

O mercado funciona em cima destas leis e escolher entre renda fixa e variável funciona no mesmo esquema. No entanto, temos a inclusão do prêmio de risco.

“Alto risco, alta recompensa…”, já ouviu este ditado? O prêmio de risco, é uma recompensa extra para compensar os riscos dos investidores. Quando estamos falando de renda fixa, o próprio nome explica, você tem uma rentabilidade segura, sem riscos. E isto, é uma verdade quando falamos de investimentos em . No entanto, o mercado não traz esta segurança, pois o mercado de ações é variável. Uma empresa pode estar “voando”, então surge uma pandemia e seus lucros desaparecem. Então, por que investidores ainda investem em renda variável?

A resposta é o prêmio de risco. Investidores não ligam para correr risco desde que sejam bem pagos para isso e esse prêmio de risco, obviamente, precisa ser maior que a rentabilidade da renda fixa.

É hora de investir em Renda Fixa?

A Selic vinha em queda nos últimos anos, e chegou a bater sua mínima histórica em outubro do ano passado:

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Fonte: Banco Central

Como você se lembra de nossa discussão, a Selic baixa serve para incentivar investimentos e isso foi necessário com o cenário que estávamos vivendo. Afinal, uma pandemia mundial, com restrições de circulação, afetou completamente a estrutura econômica como conhecemos e era hora de incentivar os investimentos.

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A movimentação foi rápida: o crash do Covid-19 levou os investidores para a segurança da renda fixa e a queda da rentabilidade destes títulos levaram os investidores de volta a bolsa. Este movimento fica muito claro ao observar o desempenho do no último ano.

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Fonte: Google Finance.

No entanto, as expectativas mudaram e a Selic voltou a subir. Com a chegada em 6,25 por cento ao ano — e podendo chegar em breve a 9 por cento ou até 10 por cento —, a renda fixa voltou a ficar atrativa para os investidores brasileiros.

Estamos vivendo agora um cenário de inflação, e para isso o precisou agir. O ciclo de alta da taxa básica de juros, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, teve início com a alta nos preços dos alimentos; depois foram os choques cambiais que afetaram os preços da gasolina e do gás de botijão; mais recentemente, houve o aumento nos preços da conta de luz devido à crise hídrica no país.

O cenário básico para a inflação ainda supõe uma trajetória de juros de 6,25 por cento para 8,50 por cento, ou até 9 por cento ao ano. Além disso, o cenário não parece promissor para o restante do ano, o caos político aumenta o risco, e dar um veredito de expectativa atualmente, é tão seguro quanto jogar na mega-sena.

Quais os melhores ativos de renda fixa para o restante do ano?

No entanto, existem maneiras de aproveitar estas expectativas para aumentar sua rentabilidade, e para isso, o ideal é utilizar tesouros de renda fixa no curto prazo. Para fugir deste risco político. É o momento de investir em títulos mais conservadores, de prazo menor (até 2 anos), aproveitando que eles subiram até quase dois dígitos.

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Por outro lado, os títulos prefixados e indexados à inflação estão muito arriscados neste momento. Em meio a alta da Selic, da inflação e crise política, com a proximidade das eleições presidenciais, as taxas de longo prazo no estão subindo. Essa alta das taxas faz com que os títulos atuais percam valor para acomodar o retorno mais alto. Essa reprecificação é chamada de marcação a mercado.

Quando ela acontece, o investidor que detém esses títulos e precisa realizar uma venda antecipada pode inclusive incorrer em prejuízo em um determinado período.

Quem for olhar a rentabilidade dos títulos no Tesouro Direto em 2021, vai ver que os títulos prefixados e indexados à inflação estão dando prejuízo. Quanto mais longo o vencimento do título, maior é o prejuízo.

Diversificação de carteira

Além disso, pode ser um momento interessante para manter investimento em . O cenário brasileiro não tem boas perspectivas a longo prazo, e com a chegada das eleições no ano que vem, a tendência é literalmente piorar. O mercado de ações americano está sempre cheio de oportunidades para investidores experientes. E considerando a volatilidade do mercado brasileiro, com um alto risco inflacionário e um ruído político assustador, pode ser o momento ideal para diversificar seus investimentos em uma economia forte.

Além disso, caso a cotação do Real continue a cair em relação ao dólar americano, as ações americanas terão uma rentabilidade ainda mais interessante. Em nosso site parceiro, o Investir Global, temos algumas carteiras de ações americanas ideais para aproveitar estes movimentos! Não deixe de clicar aqui para conferir!

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