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Como as eleições vão afetar seus investimentos?

Se você é um investidor experiente e antenado as indicações dos analistas do mercado, já deve estar cansado de ouvir o alerta: tome cuidado com a em 2022, pois é um ano eleitoral.

As expectativas gerais do mercado estão assustando os investidores e atrapalhando o desempenho do mercado de , mas você sabe exatamente os motivos que fazem isto acontecer?

A relação x Risco

O principal ponto para entender como os rumores políticos vão afetar seus investimentos é manter uma frase sempre em mente:

‘Como essa movimentação política pode afetar a taxa de juros e o valor do Dólar?’

Se você dominar as aplicabilidades dessa frase, vai reduzir infinitamente suas dores de cabeça com estes problemas.

No entanto, apesar de aparentemente também ser uma frase simples, você precisa manter os dois olhos abertos nestes conceitos. Afinal, precisa dominar os motivos que levam a mudança da taxa de juros e da cotação. Não irei entrar muito a fundo nestes conceitos, então vamos apenas destacar o que você como investidor precisa saber.

Taxa de juros

O primeiro ponto a se ficar de olho é a taxa de juros. A famosa Selic, como seu próprio nome sugere, rege as taxas sobre os juros gerais da . Ou seja, é o custo básico de capital para as principais modalidades da economia. Neste sentido, você só precisa entender o seguinte: quanto maior a taxa de juros, mais caro é para investir.

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No entanto, para entender a relação da taxa com a política, você precisa aplicar nela o conceito de risco. Imagine o seguinte cenário: Você empresta uma quantia para dois amigos, o primeiro é confiável e costuma te pagar sempre dentro do prazo. Já o segundo, já te deixou algumas vezes na mão, e ainda está te devendo uma quantia de um empréstimo anterior.

Você provavelmente vai oferecer diferentes opções para estes amigos e vai cobrar uma taxa juros maior do segundo, certo?

A alta de juros, é um mecanismo para se proteger do risco de “sofrer um calote”. Quanto maior o risco, maior o juros.

Essa relação é universal na economia mundial, e explica muito bem a relação entre política e os juros da economia.

Neste sentido, medidas políticas que aumentem o risco de investir no Brasil (como a extrapolação do teto de gastos em ) aumentam as taxas de juros, e tiram o brilho da de valores.

Dólar

O risco também afeta outro mecanismo crucial da economia: a taxa de câmbio. A cotação do Dólar vai muito além de suas comprinhas em aplicativos como Shopee e AliExpress. Afinal, a taxa de câmbio é o que fala para todos os países do mundo se a economia brasileira é forte ou não. O valor do Dólar varia de quanto da moeda americana temos aqui nos Brasil. Afinal, não é o banco central brasileiro que “imprime” esta moeda. Por isso, dependemos de investimentos do exterior.

A taxa é medida principalmente na relação entre importações x exportações. Ou seja, o valor de investimentos estrangeiros aqui no Brasil. Neste sentido, agora que você sabe a relação entre juros e risco, já deve ter desenhado o cenário:

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Uma economia de alto risco precisa ter uma maior rentabilidade para valer o investimento, e o mercado internacional leva isto a sério.

Por isso, quanto maior o risco, menor o número de investimentos aqui no Brasil e maior o valor do Dólar. Além disso, esta relação é uma das grandes vilãs pela alta dos juros, que sobem para compensar o risco.

O que dizem os especialistas?

Para David Beker, chefe de economia no Brasil e de estratégia para América Latina do BofA, os investidores estrangeiros são pragmáticos. Ou seja, os juros altos estão promovendo uma sangria semanal bilionária em fundos de ações e multimercados.

Ademais, Beker pondera que a demora do Fed em elevar o juro instaurou intensa pressão na inflação global e sobre os bancos centrais de países emergentes. Por estar bem adiantado no ciclo de aperto monetário, o Brasil é um dos poucos países que pagam juro superior a 1% ao mês na renda fixa. Mas isso tem consequências para o próprio mercado. Uma delas é a sangria que está acontecendo em fundos de renda variável.

“Dos fundos de ações, as saídas são de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por semana. Nos multimercados, os resgates rondam R$ 5 bilhões também por semana. E há várias semanas”, diz Beker.

Nada disso, no entanto, tira o interesse do investidor estrangeiro para investir no Brasil. E mais: num contexto relativo, o país está bem na foto. O economista do BofA entende que o Brasil tem ruído fiscal no curto prazo com as medidas anunciadas pelo governo. Mas, avalia, no período pós-pandemia, o fiscal do Brasil foi melhor do que o de outros países. Beker afirma ainda que a eleição gera incerteza, mas não trava os negócios. “Os estrangeiros são pragmáticos. E, ao contrário do que se viu na América Latina, os dois candidatos que lideram as pesquisas de opinião – Luiz Inácio da Silva e Jair – são conhecidos.”

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O ano eleitoral

Dentro deste contexto, um ano eleitoral é o pior cenário possível para os investimentos. Afinal, o risco político bate suas margens máximas. Pois, até uma definição do novo e de suas estratégias de gestão da economia, é praticamente impossível prever os rumos do mercado. Elevando o risco geral do país, e tirando o brilho dos investidores brasileiros e internacionais nos investimentos.

No entanto, nem sempre essa queda é algo ruim. Alguns analistas apontam este ponto do ciclo como bons momentos de entrada na bolsa de valores. Afinal, os riscos e rumores, não afetam (teoricamente) os indicadores operacionais de algumas , que se tornam grandes oportunidades de investimento!

Aqui no Guia do Investidor temos uma série de carteiras ideais para surfar nessa brecha! Portanto, não deixe de clicar aqui para conferir!

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