Dólar volta a subir após rodada de indicadores fracos na China

Dólar volta a subir após rodada de indicadores fracos na China

14 de janeiro de 2019 1 Por Diego Dias

Após fechar em 0,15% na manhã dessa segunda-feira, o dólar abre a tarde operando 0,47%.

Devido à espera de uma nova proposta de reforma na previdência, a segunda-feira começou registrando uma desaceleração econômica global. Outros fatores fizeram com que investidores ficassem inertes, devido uma rodada de indicadores baixos na China, o que culminou no aumento do dólar.

Durante a manhã, a moeda registrou alta de 0,15%, com venda a R$ 3,7145, e logo no início da tarde a moeda continuou subindo, batendo 0,42%.

Queda nas exportações e maior superávit entre China e EUA

Na China foi ainda pior, as exportações caíram de uma forma inesperada devido à aceleração do mercado que ocorreu em dezembro, algo que não acontecia há mais de 2 anos. A queda foi de aproximadamente 4,4% em relação a 2017, enquanto que as importações também registram queda de 7,6%.

A XP Investimentos afirma que essas quedas foram inesperadas, pois houveram diversas medidas de estímulos impostas pelo governo, além do superávit alto junto aos EUA. Este foi o maior desde 2006, com um aumento de 17,2%, o que significa 323,32 bilhões de dólares, e pode resultar em uma pressão dos EUA.

Em resposta ao cenário alarmante, Li Keqiang, primeiro ministro da China, busca um reinicio para a economia chinesa ainda nesse primeiro trimestre de 2019. Deverá ainda impor medidas positivas ao mercado, que devem fazer com que a China atinja seus principais objetivos em 2019.

O primeiro-ministro ainda afirma que não irá recorrer a outros recursos, e que o nível de crescimento será mantido dentro de um período razoável. Além dos problemas com a desaceleração global, China e EUA ainda não pactuaram um acordo formal para dar fim à guerra comercial.

Apesar de não ter ocorrido o acordo entre os dois países, o dólar registrou leve queda na cesta de moedas, porém subia em relação a países emergentes, como o Chile.

Dúvidas na previdência

Se lá fora a desaceleração do mercado preocupa, no Brasil os olhares dos investidores estão voltados às alterações que devem ser feitas na previdência social. Por ser um dos principais pilares fiscais do país, o mercado aguarda uma proposta mais rígida.

Segundo o Valor Econômico, o presidente Jair Bolsonaro pretende economizar mais de 1 trilhão de reais com as mudanças. Entre elas, pretende-se alterar o regime de repartição para o regime de capitalização, que se assemelha a uma previdência privada, onde cada trabalhador terá uma poupança.

Quanto à movimentação do mercado no Brasil, o Banco Central vende na sessão dessa segunda-feira mais 13 mil contratos de swap cambial para a futura venda de dólares. Isto representou a rolagem de U$ 6,03 bilhões, do total de mais de U$ 13 bilhões com vencimento em fevereiro.

O Banco Central conseguirá atingir a rolagem integral até final do mês, caso mantenha a oferta diária.

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