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Economia e eleições: o que esperar do mercado no segundo semestre de 2022

Especialistas em finanças apontam fatores irão movimentar a nessa etapa do ano

O segundo semestre de 2022 será marcado pelas eleições para escolher um novo presidente e governadores dos 26 estados, além de deputados estaduais, federais e senadores. Em um clima de disputa acirrado, é importante entender como o movimento eleitoral pode impactar o nessa nova metade do ano.

Para o economista e sócio da BRA, João Beck, o segundo semestre será muito desafiador para a economia global e contraintuitivamente o acaba se saindo bem nessa história por dois motivos.

“O primeiro é que estamos num fim de ciclo de alta da taxa de juros. O próximo presidente deve assumir a economia num ponto importante de inflexão da Taxa Selic e surfar uma jornada inicial de provável estabilização e posterior queda contínua dos juros”

diz.

Já o segundo motivo, segundo Beck, é que boa parte dos problemas globais se restringem à inflação de alimentos e energia.

“Nesse tema, o Brasil é abundante em oferta e por pior que crescimento baixo global afete os emergentes, nosso país deve sair menos prejudicado. Alguns dados recentes de emprego e crescimento já dão sinais para reajustes positivos nas expectativas do nosso crescimento por aqui”

ressalta o economista.

E as serão um ponto importante nessa segunda metade do ano.

“Temos opinião que os dão peso muito grande sobre o impacto na economia de determinado candidato. Acreditamos que atualmente a influência do próximo presidente será pequena. Ambos candidatos líderes já foram presidentes. Ambos têm uma boa agenda com o mercado financeiros e com estabilidade do tripé macroeconômico. O alinhamento ao ‘centrão’ é presente também nos dois, o que evita políticas de ruptura da estabilidade, heterogêneas, alternativas. Ou seja, os anseios ideológicos de ambos os lados ficam dominados pelo establishment governamental”

diz Beck.

Ambiente volátil

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Já para o especialista em finanças, Rafael Marques, CEO da Philos da Invest, no ano eleitoral, o nível de incerteza aumenta, deixando o ambiente cada vez mais volátil. A escolha de um presidente novo implica em mudanças na condução do país, afetando economicamente e politicamente.

“No entanto, como outras variáveis estão trazendo ruídos para os mercados, como uma inflação global mais pressionada, alta dos juros nas principais economias, lockdown na China e guerra entre Rússia e Ucrânia, o risco eleitoral está diluído entre esses outros vetores”

ressalta Marques.

Segundo ele, para que o investidor não seja surpreendido nesse ambiente mais instável, aproveitar esse cenário de juros mais altos, sem que tenha que ficar olhando os seus recursos subirem e caírem, dia após dia, de forma acentuada, a renda fixa tem sido o principal “cavalo” nesse momento.

“A diversificação entre pós-fixado, pré-fixado e indexado à inflação se faz necessária nesse período. ressaltar que o formato dessa eleição, com os principais candidatos se aproximando das políticas mais de centro, tem deixado o mercado bem dividido. Assim, começamos a ver agentes de mercado acreditando mais no ciclo econômico, que pode melhorar em 2023, independente do candidato que vai entrar”

diz o especialista.

Aumento de juros nos

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Jansen Costa, sócio-fundador da Fatorial , aponta que o segundo semestre da bolsa brasileira depende muito do setor internacional, devido à definição por parte do aumento dos juros nos Estados Unidos, que pode afetar o nosso cenário de emergentes e a questão da eleição do novo presidente aqui no país.

“A questão da inflação é um problema global, mas o Brasil tem uma vantagem que a gente começou a subir os juros mais rápido e mais cedo, então foi um ciclo de aperto bastante significativo, e precisamos ver se essa inflação vai ceder”

diz Costa.

Complementando que “Se ela não ceder, nós vemos os juros elevados no Brasil por mais tempo, uma diminuição da atividade econômica importante, freando um pouco a economia, e obviamente, um aumento no custo de dívidas das empresas, vai diminuir a lucratividade das companhias, então teremos ajustes nas projeções de lucros nas companhias pra frente e as empresas hoje no Brasil que geram bastante caixa, são as queridinhas dos investidores”.

Para o especialista, “as empresas mais endividadas vão sofrer um pouco mais na Bolsa, mas as que geram caixa, independente do cenário de curto prazo, elas devem passar por mais uma crise possível aqui no país”.

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Desaceleração da atividade

Alexsandro Nishimura, economista, head de conteúdo e sócio da BRA, avalia que no ambiente macroeconômico, é esperado alguma desaceleração da atividade, após um primeiro semestre resiliente no Brasil.

Segundo o especialista, os índices de preços seguem pressionados e em alta disseminada, mesmo com as medidas recentes que visam a redução da inflação.

“Isto deve atrair a atenção do mercado, pois pautará as futuras decisões de política monetária dos principais bancos centrais do mundo, que podem intensificar os aumentos dos juros e ampliar os temores de recessão econômica”

diz Nishimura.

E com relação à bolsa brasileira, ao mesmo tempo que há a ampliação das incertezas, por outro lado existe a percepção de que os múltiplos de mercado se encontram muito descontados, retornando aos níveis de quase 15 anos atrás. 

“Mas o fato de ‘parecer barato’, não necessariamente quer dizer que os investidores devem sair às compras atrás de ‘pechinchas’. Quaisquer escolhas devem aliar perspectivas positivas de crescimento de linhas do negócio, como receita e EBITDA, múltiplos atrativos e descontados em relação ao setor e ao Ibovespa”

finaliza o especialista.

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