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ETFs: Criptos e Small caps lideram lista de fundos mais rentáveis em Março, enquanto fundos internacionais despencam

O mês de chegou ao fim, e com ele se fecha ciclos “simbólicos” e interessantes para mensurar o mercado de capitais. Afinal, marca o fim de mais um ciclo de 30 dias, e o primeiro trimestre do ano. Neste sentido, você já parou para pensar em quais foram os melhores ETFs da no mês? E os piores? Confira agora os dados deste levantamento!

O que são ETFs?

Os Exchange Traded funds (ETFs) compara-se a fundos de investimentos. Contudo, ao contrário de uma rodada de investimentos privada de uma corretora, um fundo ETF é negociado plenamente através da bolsa de valores.

Estes fundos trabalham com as mesmas propriedades de um fundo mais tradicional, criando uma determinada carteira de ativos pré-estabelecida por um , seja ele um profissional independente ou uma corretora. Assim, o processo de do fundo é feito através de cotas, assim, exatamente estas cotas negociadas representam o fundo na bolsa de valores.

Os então “cotistas” tem apenas como responsabilidade gerir as próprias cotas, e o desempenho da carteira do fundo é de responsabilidade da gestora. Assim claro, os rendimentos serão proporcionais as suas cotas, e existirão taxas de gerenciamento sobre os lucros aplicáveis do ETF.

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Assim, os fundos ETF, tem como a sua característica principal “replicar índices”. Em outras palavras estes fundos podem copiar algum índice comparativo. Por exemplo, os principais índices do americano: A Nasdaq, S&P 500 e o Dow Jones.

Os melhores fundos de março

Desse modo, o mês de março se caracterizou por um movimento de inversão na preferência dos quase 530 mil investidores de ETFs (fundos de índice) na bolsa brasileira.

Teses ligadas a criptoativos ganharam força com a valorização das criptomoedas, junto a ETFs de small caps – acompanhando o otimismo dos investidores com empresas brasileiras e descontadas.

Na contramão, ETFs internacionais e de empresas de tecnologia perderam espaço nas , refletindo a preocupação do mercado com as taxas de juros dos e com o cenário internacional menos atrativo e agravado pela guerra na Ucrânia.

Recém-chegados na bolsa brasileira, os ETFs de DeFi (finanças descentralizadas), QDFI11 e DEFI11, também atraíram a atenção dos investidores e já ocupavam um espaço entre os fundos de índice com maior valorização.

Assim, a lista abaixo apresenta os fundos de índice com melhor desempenho e os que mais desvalorizaram, segundo levantamento exclusivo feito pela Economatica.

Os dez ETFs da B3 com melhor desempenho em março:

ETFRetorno em março
QDFI1114,07%
ETHE1112,63%
QETH1111,86%
TRIG1110,37%
DIVO1110,19%
HASH119,64%
SMAB119,61%
XMAL118,96%
SMAL118,92%
BBSD118,62
Fonte: Economatica 

Por outro lado, também temos os piores fundos do mercado no mês.

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Os dez ETFs da B3 com pior desempenho em março:

ETF Retorno em março
XINA11-16,96%
ASIA11-12,76%
ESGE11-11,96%
EMEG11-11,68%
JOGO11-11,28%
ESGD11-9,18%
EURP11-9,14%
5GTK11-8,43%
BTEK11-7,74%
ACWI11-6,76%
Fonte: Economatica 

Não vale mais a pena Investir Globalmente?

Na contramão, os ETFs com o pior desempenho em março foram os que acompanham teses internacionais. Entre os que mais caíram estavam: XINA11, ASIA11, EMEG11, EURP11 – que reúnem nas suas cestas de ativos empresas chinesas, europeias e de países emergentes.

Paletta explica que os ETFs (XINA11) e (ASIA11) reúnem as maiores empresas da China que foram impactadas pelos problemas domésticos do país asiático, como o lockdown em algumas cidades pela nova variante do coronavírus, a Deltacron.

O analista destaca também que estas empresas são na sua maioria ligadas ao segmento de tecnologia e por ter exposição global acabam sofrendo com o aumento dos juros americanos. “O velho debate do controle estatal sobre estas empresas chinesas também reflete no ASIA11 e XINA11”, avalia o analista.

Já no caso do ETF (EURP11), a guerra entre Rússia e Ucrânia acaba pesando nas empresas, aponta Paletta, com a inflação e companhias abrindo mãos de por causa do conflito.

Enquanto o (EMEG11), que também reúne algumas empresas de tecnologia, acaba sendo pressionado pelas taxas de juros dos Estados Unidos.

Ademais, outro ponto de destaque é a recente queda do dólar, que já acumula quedas de 14,6% no ano.

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O declínio dos ETFs internacionais também foi visto no número de investidores, que procuraram outras alternativas para diversificação. O (IVVB11), que segue o índice S&P 500, e é o ETF com maior número de cotistas da Bolsa, teve uma fuga de investidores pela primeira vez nos últimos 12 meses.

Segundo o boletim mensal da B3, o IVVB11 tinha 173.725 cotistas em fevereiro, abaixo dos 180.184 investidores registrados em janeiro.

Como usar estas informações a seu favor?

Assim, como você como investidor, provavelmente já está pensando em maneiras de usar estas informações a seu favor. Afinal, como saber as tendências do mercado pode te ajudar a lucrar?

Para ajudar os mais “perdidos” o analista Felipe Paletta informa algumas para você dominar os ETFs em abril.

Primeiramente, o analista aponta que as small caps podem continuar se beneficiando, principalmente pela recuperação do mercado brasileiro com a entrada de estrangeiro (você pode conferir uma carteira de Small Caps para abril clicando aqui!).

Além disso, dado o movimento de correção do ouro, que acabou puxando o ETF (GOLD11) para queda, o analista destaca que seria um bom ponto de entrada para comprar o ativo, considerando que a inflação continua elevada e teremos um cenário favorável para as mineradoras de ouro.

Para se expor à China, ele recomenda alocar apenas uma pequena parcela no portfólio, por meio do ETF (EMEG11) que garante também uma diversificação em outras economias, com 27 países emergentes na cesta de ativos.

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