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Aprenda Fundos de Investimento Renda Variável

Fundos de investimento: diversificação ao alcance de todos os bolsos

  • Nestes fundos, o investidor delega a administração dos recursos a um profissional;
  • Há uma grande variedade de produtos para atender a todos os perfis de ;
  • Com apenas R$ 1, já dá para começar a investir em um fundo.

Diz o velho ditado que não se deve colocar todos os ovos numa mesma cesta, devido ao risco de eles se quebrarem todos de uma vez. Mas a sabedoria popular não serve apenas aos criadores de galinhas. No mundo das finanças, uma das dicas mais repetidas pelos é não colocar todo o dinheiro em apenas um tipo de investimento, por mais rentável que possa parecer. É mais sensato diversificar as aplicações, para diluir os riscos e, entre altas e baixas, ganhar na média.

Por suas características, os fundos de investimento são uma excelente maneira de buscar essa diversificação. Por meio dos fundos, até mesmo pequenos investidores têm acesso a aplicações que, normalmente, estariam disponíveis somente a grandes investidores. Com um pequeno valor, é possível investir em diversos ativos, como ações, títulos públicos, títulos privados, moedas e imóveis.

Esse é um tipo de investimento que não para de crescer. Em abril de 2021, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), a indústria de fundos de investimento no país atingiu um líquido de quase R$ 6,4 trilhões. Para ter uma ideia desse valor, o PIB do Brasil em 2020 foi de R$ 7,4 trilhões – ou seja, o montante aplicado nos fundos equivale a 86% da soma de riquezas produzidas pelo país no ano passado.

Condomínio de investidores

Mas, afinal, o que é um fundo de investimento? Ele nada mais é do que um condomínio que reúne recursos de um conjunto de investidores, chamados cotistas, que se juntam para aplicar em uma série de ativos financeiros, que variam conforme o tipo e a estratégia do fundo. Para participar dessa forma de investimento coletivo, uma pessoa deve comprar cotas do fundo, aceitando suas regras de funcionamento, como acontece em um condomínio residencial.

Uma característica interessante dos fundos de investimento é que os cotistas delegam o trabalho de administração dos recursos a gestores profissionais autorizados pela Comissão de Valores Mobiliários

(CVM). É uma mão na roda para quem não tem conhecimento técnico nem tempo para ficar monitorando o mercado o tempo inteiro.

Mas é claro que essa facilidade tem um custo: os fundos cobram uma taxa de administração, geralmente expressa na forma de um percentual aplicado sobre o valor do patrimônio. E alguns fundos também cobram uma taxa de performance, uma espécie de bonificação aos gestores caso os ganhos do fundo superem um índice usado como referência.

No mercado, há várias classes de fundos de investimento, que podem atender a todos os perfis de investidor (conservador, moderado ou arrojado) e servir a diferentes objetivos, sejam eles de curto, médio ou longo prazo.

Conheça a seguir os principais tipos de fundo disponíveis aos clientes do C6 Bank.

Fundos de ações

Por definição, um fundo de ações deve aplicar no mínimo 67% do seu patrimônio em ações ou ativos relacionados a ações. O restante pode ser aplicado em investimentos de renda fixa, como CDB, Tesouro Direto, LCI ou LCA, entre outros.

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Existem no mercado vários tipos de fundos de ações, conforme as estratégias adotadas. Há, por exemplo, os fundos de dividendos, nos quais o gestor prioriza a compra de ações de empresas com um bom histórico de distribuição de dividendos. Nos fundos setoriais, a estratégia é aplicar em ações de empresas de um mesmo setor ou conjunto de setores afins, como varejo, tecnologia ou infraestrutura. Já os fundos de small caps investem em ações de empresas com baixo valor de mercado, mas com alto potencial de .

Comprar uma cota de um fundo de ações é uma alternativa mais prática à compra direta de ações. “Quando você compra diretamente ações, você precisa investir seu tempo para entender de bolsa de valores, estudar as empresas cujas ações está comprando, saber como diversificar entre vários segmentos, entres outros”, diz Liao Yu Chieh, educador financeiro do C6 Bank. “Já ao investir em um fundo de ações, você paga a um gestor profissional para analisar as ações e tomar as melhores decisões por você.”

Mas as diferenças não acabam aí. Na questão tributária, por exemplo, há isenção do Imposto de Renda nas de ações até um total de R$ 20 mil mensais em operações comuns. Se o investidor vender R$ 19 mil por mês em ações, por exemplo, não precisa pagar o imposto, mesmo que tenha obtido lucros com as transações. Já no caso dos fundos de ações, a alíquota do Imposto de Renda é de 15% sobre os rendimentos, recolhido no momento do resgate das cotas.

lembrar que no fundo de ações há também a cobrança da taxa de administração, uma despesa que não existe na compra direta de ações. Para muitos investidores, sobretudo os pequenos, essa é uma despesa que vale a pena. Liao cita o exemplo de uma pessoa que tenha R$ 10 mil para investir. Se investir diretamente em ações, como existe o lote mínimo, ele vai conseguir comprar no máximo ações de 10 diferentes empresas. Em um fundo de ações, por outro lado, ele vai conseguir diversificar muito mais, pagando uma taxa de administração, por exemplo, de 2% ao ano, ou R$ 200. “Eu prefiro pagar esse valor a um gestor profissional a gastar horas e mais horas do meu tempo para estudar qual ação devo comprar com os R$ 200 que economizaria com a taxa de administração”, diz Liao, ressaltando que essa é uma decisão pessoal de cada investidor.

Fundos de renda fixa

Do patrimônio líquido total dos fundos de investimento no Brasil, pouco mais de um terço (36%) está alocado em fundos de renda fixa, de acordo com dados da Anbima de abril de 2021. Isso não acontece por acaso: os fundos de renda fixa são frequentemente a porta de entrada para o mundo dos investimentos, atraindo muita gente em busca de aplicações mais rentáveis do que a caderneta de poupança.

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Estes fundos aplicam, basicamente, em ativos de renda fixa, como títulos públicos federais, CDB, debêntures, letras de câmbio e certificados de recebíveis. É como se os investidores emprestassem seu dinheiro ao governo, às instituições financeiras e a outras empresas, para receber os recursos de volta no futuro, com juros.

Os fundos de renda fixa são acessíveis a investidores de todos os portes, pois não exigem altos valores de aplicação inicial. De modo geral, eles têm alta liquidez, isto é, permitem resgates a qualquer momento e o dinheiro fica disponível para o investidor em poucos dias. Seu nível de risco é similar ao da poupança ou dos títulos públicos atrelados à Selic. Por isso, são uma boa opção para formar reservas de emergência.

Dependendo do risco do ativo que predomina na carteira, estes fundos são considerados conservadores ou moderados. Mas alguns deles, que buscam uma rentabilidade acima da taxa básica de juros e aplicam uma parte relevante do seu patrimônio em títulos emitidos por empresas com maior risco de crédito, são indicados para investidores de perfil mais arrojado.

Fundos

O fundo multimercado, como diz o nome, é um fundo que investe em diversas opções existentes no mercado financeiro, como renda fixa, ações, câmbio e commodities. Neste fundo, o gestor não tem o compromisso de concentrar os investimentos em uma determinada classe de ativos – ele tem grande liberdade para buscar as melhores alternativas para alcançar um bom retorno no longo prazo.

Alguns desses fundos utilizam a alavancagem, uma manobra para tentar aumentar os . Com esse procedimento, o fundo investe um valor maior que o do seu próprio patrimônio para aproveitar as . Se tudo correr bem, o investidor terá um bom rendimento. Mas se der errado, haverá prejuízo.

Entre as opções existentes de fundos multimercados, há desde aplicações conservadoras, com riscos mais baixos, até as mais agressivas, com um índice maior de risco. De modo geral, estes fundos são boas alternativas de diversificação para investidores que já possuem outras aplicações mais conservadoras e não se importam em correr um pouco mais de risco para obter maior retorno.

“Este tipo de fundo é adequado para todos os tipos de investidores, sejam conservadores, moderados ou agressivos, desde que para cumprir objetivos de médio e longo prazos”, diz o educador financeiro Liao. “Na minha carteira eu tenho fundos multimercados, e a minha ideia é deixar o dinheiro lá por anos e anos, confiando que o gestor vai analisar bem o cenário e investir em ativos que vão me proporcionar rentabilidade elevada no longo prazo.”

Fundos cambiais

O fundo cambial é um tipo de fundo de investimento que aplica pelo menos 80% de seus recursos em ativos relacionados a moeda estrangeira, como o dólar e o euro. Até há pouco tempo, esses fundos eram acessíveis somente a investidores com mais capital. Hoje, existem diversas opções de fundos cambiais no mercado que possibilitam aplicações iniciais de baixo valor.

A ideia desse fundo é ajudar o investidor a se prevenir dos efeitos da variação cambial. Algumas empresas, como as que têm dívidas em moeda estrangeira, utilizam esses fundos para realizar o chamado hedge, uma forma de proteção contra as oscilações do câmbio. Com essa estratégia, o investidor busca compensar a variação positiva da moeda estrangeira com os ganhos obtidos pelo investimento.

O maior risco dos fundos cambiais é a sua imprevisibilidade, já que, da noite para o dia, um evento inesperado pode impactar a economia nacional ou global, levando à queda do dólar e prejudicando os rendimentos. Por isso, esse produto é mais recomendado para quem já tem uma reserva de emergência e deseja diversificar os investimentos.

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Há quem pense em investir em fundo cambial para guardar dinheiro para uma viagem ao exterior. No entanto, segundo Liao, esse não é o melhor caminho. Uma alternativa seria comprar o papel-moeda estrangeiro, aproveitando os momentos de câmbio favorável. O problema é que guardar dinheiro em espécie em casa sempre traz riscos.

Nesse caso, Liao sugere a abertura de uma conta global no C6 Bank, uma conta corrente em moeda estrangeira. Com ela, é possível guardar moedas estrangeiras sem burocracia e sacar o dinheiro no exterior ou pagar as contas com um cartão de débito internacional. Os correntistas do C6 Bank podem abrir uma conta global em dólar e uma conta global em euro diretamente no aplicativo do banco. 

Como investir

No C6 Bank, o correntista pode acessar a plataforma de investimentos no aplicativo e escolher entre as diversas opções de fundo – atualmente, são mais de 200 produtos, alguns deles com valor mínimo de aplicação de apenas R$ 1. Diante da variedade de fundos disponíveis, Liao diz que a primeira decisão é escolher a classe de ativos (fundo de ações, multimercado etc.) em que a pessoa deseja investir. Em seguida, escolher o gestor em quem o investidor vai confiar o seu dinheiro.

No aplicativo do C6 Bank, é possível baixar as lâminas dos fundos com um resumo do que o gestor pode fazer, sua estratégia de investimento e outras informações essenciais, além do formulário de informações complementares e o regulamento dos fundos.

É possível consultar dados como a classificação de risco do fundo, sua rentabilidade no mês, nos últimos 12 meses e no ano anterior, o valor mínimo de aplicação e de resgate, o prazo para conversação das cotas no resgate, as taxas de administração e de performance, os impostos incidentes e várias outras informações.

Sobre o retorno dos fundos, não custa lembrar que a rentabilidade passada não representa garantia da rentabilidade futura. No entanto, são informações úteis e o investidor deve examiná-las atentamente. “A rentabilidade passada, ainda que não seja replicada no futuro, é um indicativo da qualidade da gestão”, diz Liao. “São informações que ajudam o investidor a entender a filosofia do gestor, a visão dele sobre o cenário econômico e como tudo isso se traduz em resultados.”

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