Guia do Investidor
sede petrobras3.jpg
Notícias

Governo deve receber “ajuda” de R$ 20 bilhões da Petrobras

Nos siga no Google News

Continua após o anúncio

Esse montante é referente ao débito de processos administrativos e judiciais abertos no Carf.

Na tarde desta segunda-feira (17), o Conselho de Administração da Petrobras se reuniu para um único objetivo: ajudar o governo a equilibrar as finanças.

De acordo com informações, a Petrobras fez um acordo que pode render cerca de R$ 20 bilhões aos cofres da União. Esse montante é referente ao débito de processos administrativos e judiciais abertos no Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais).

Esse valor é crucial para um governo que precisa urgentemente aumentar a arrecadação e reduzir o déficit nas contas públicas deste ano.

Em comunicado, foi informado que os processos administrativos inicialmente totalizavam R$45 bilhões, resultantes de autuações fiscais do Carf relacionadas a remessas ao exterior para pagamento de afretamentos de embarcações de exploração de petróleo. No entanto, uma renegociação reduziu o valor para R$20 bilhões.

O acordo foi avaliado como positivo pelo governo, que terá acesso ao valor bilionário de uma forma mais ágil.

Imagine-se navegando em alto mar sem uma bússola. Cada onda representa uma decisão financeira, e sem orientação, é fácil se perder nas correntezas do mercado. É aí que entra a consultoria financeira. Como um farol na escuridão, ela oferece direção clara e segura para alcançar suas metas.

É por isso que o Guia do Investidor orgulhosamente lançou o GDI Finance, com a missão de ser o mapa para o seu sucesso financeiro, mas também para navegar junto ao seu lado. Com anos de experiência, nossos consultores são como capitães experientes, guiando-o pelas águas turbulentas da economia.

Desde a navegação para a aposentadoria tranquila até a jornada para aquisição de bens, o GDI Finance foi criado para simplificar sua trajetória. Com estratégias personalizadas e insights precisos, transformamos desafios em oportunidades e sonhos em realidade.

É hora de aprender a navegar tranquilo por águas turbulentas, alcançaremos horizontes que você nunca imaginou possíveis. Conheça a nossa consultoria financeira hoje mesmo.

As negociações entre o governo e a Petrobras começaram no ano passado e contaram com a participação direta do ministro Fernando Haddad e do então presidente da estatal, Jean Paul Prates. Com a maioria no conselho, o governo está certo da aprovação desse pagamento na reunião de hoje.

Leia mais  Ibovespa abre em alta impulsionado por Vale e Petrobras

Descontrole nos gastos faz Brasil atingir déficit nominal recorde

No governo de Luiz Inácio Lula da Silva, houve um aumento de gastos, registrando o maior patamar dos juros na economia interna e no cenário internacional colocaram o chamado déficit nominal em trajetória de deterioração.

De acordo com informações, esse indicador é o maior patamar desde janeiro de 2021, quando a situação das contas ainda refletia os impactos da pandemia de Covid-19. O balanço entre receitas e despesas mais o custo com juros da dívida pública, chegou a 9,41% do PIB (Produto Interno Bruto) para o setor público consolidado no acumulado em 12 meses até abril.

Se na pandemia o salto nos gastos para combater os efeitos da emergência sanitária foi o principal motor da piora fiscal, agora é a conta de juros que mais pesa sobre a situação das finanças brasileiras.

Em dados divulgados pelo Banco Central e atualizados pela XP Investimentos para descontar os efeitos da inflação, o déficit nominal alcançou R$ 1,066 trilhão em 12 meses até abril, dos quais R$ 792,3 bilhões (ou 74%) são juros da dívida pública. Outros R$ 274,1 bilhões vêm do déficit primário (que exclui a conta de juros e aponta de forma mais direta o saldo entre receitas e despesas com políticas públicas).

Leia mais  Petrobras poderá triplicar dividendos com venda de ações do BNDES

Rafaela Vitoria, economista-chefe do Banco Inter, afirma que já era esperado o aumento na despesa com juros, sobretudo diante do adiamento das perspectivas de corte de juros nos EUA. Por outro lado, a trajetória de deterioração acende um alerta sobre a condução da política fiscal.

“Déficit nominal é consequência de um ajuste fiscal que não foi feito. Passado um ano do arcabouço, vemos deterioração grande nos gastos, e o primário não melhora. Vejo maior percepção de risco nas taxas dos leilões do Tesouro”, afirma.

Em suas projeções, o governo deve ter um déficit primário de R$ 77 bilhões em 2024 e de R$ 78 bilhões em 2025.

Expectativas para os próximos anos

A mediana das estimativas também piorou para os anos seguintes, com projeções revisadas para 2025 subindo de 76% para 76,15% do PIB; para 2026, de 77,5% para 78% do PIB; e para 2027, de 75% para 76% do PIB. Dados do Banco Central mostram que o déficit nominal do Brasil foi de R$ 998,6 bilhões no acumulado de 12 meses até março. O menor patamar de resultado nominal recente foi registrado em janeiro de 2021, quando atingiu R$ 1,016 trilhão.

Leia mais  Onde investir pouco dinheiro? Saiba por onde começar.

A despesa com o pagamento de juros da dívida é um dos principais fatores que explicam o elevado déficit nominal do país. A taxa básica de juros, a Selic, está acima de dois dígitos desde fevereiro de 2022, o que aumentou o custo do serviço da dívida e, consequentemente, ampliou o déficit nominal do governo.


Nos siga no Google News

DICA: Siga o nosso canal do Telegram para receber rapidamente notícias que impactam o mercado.

Leia mais

“Erro Petista”: Críticas a Lula por reativação da indústria naval

Paola Rocha Schwartz

Ibovespa abre em alta com principais ativos em ganhos curtos

Paola Rocha Schwartz

Governo Lula estuda liberar “jogo do tigrinho”

Márcia Alves

Crise econômica no Governo Lula: um caminho sem saída?

Fernando Américo

Ibovespa abre em alta significativa, registrando amplos ganhos

Paola Rocha Schwartz

Petrobras e Yara Fertilizantes exploram oportunidades de parceria

Paola Rocha Schwartz

Deixe seu comentário