Índice de inadimplência dispara e 2018 sofre alta de 4,41%

Índice de inadimplência dispara e 2018 sofre alta de 4,41%

17 de janeiro de 2019 0 Por Diego Dias

Dezembro fecha com 62,6 milhões de pessoas no vermelho. É o maior aumento em 6 anos.

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), divulgaram números desfavoráveis. Pois com o aumento da crise no país muitos entraram no vermelho.

De acordo com dados, dezembro de 2018 encerra com 62,6 milhões de brasileiros inadimplentes. Logo é um aumento de 4,41% comparado ao ano anterior. Pois o cenário do país de incerteza foi o principal responsável de muitas demissões e a falta de dinheiro.

Isso representa que 41% dos adultos no Brasil encontram-se com dívidas atrasadas. Assim sendo, estão desautorizados a usar o cartão de crédito ou a fazer compras parceladas.

Perfil dos devedores

A pesquisa aponta que, entre as contas negativadas, 18 milhões pertencem a brasileiros na faixa etária de 30 a 39 anos. E no último mês do ano, 52% da classe possuía alguma dívida em atraso. Logo cada fatia etária da população possui representantes.

Dentro do crescimento dos endividados o crescimento por faixa etária foi o seguinte:

  • 50% da população que tem 40 a 49 anos está endividada
  • 44% entre 25 a 29 anos
  • 32% entre 65 a 84 anos
  • 17% entre 18 a 24 anos

O mesmo estudo afirma que, a região com maior aumento de inadimplentes foi o Sudeste, com 8,44%. E em seguida estão, Sul (1,8%), Nordeste (1,62%) e Norte (0,85%). Já o Centro-Oeste apresentou diminuição de 1,79%.

Esses índices correspondem à uma parcela de 26,65 milhões de sudestinos e 17,01 milhões de nordestinos. Além desse há também  8,3 milhões de sulistas, 5,64 milhões de nortistas e 5,01 milhões de centro-oestinos.

Expectativas para 2019

No entanto, apesar dos números desanimadores, a economista-chefe do SPC/Brasil, Marcela Kawauti, traz palavras de esperanças para o ano que se inicia. Pois de acordo com ela, é possível que o processo de recuperação acelere.

A posse do novo governo já alterou o mercado interno e externo, valorizando o real. Pois as atitudes e declarações dos novos ministros foram bem recebidas por investidores. Logo com uma nova onda de confiança, novos investimentos irão surgir e o emprego retomar, podendo assim mudar o quadro para 2020.

Marcela atribui suas expectativas devida a alta confiança dos brasileiros diante o governo Bolsonaro. Logo que as boas perspectivas para as reformas estruturantes. Contudo para ela, são pontos capazes de levar ânimo aos agentes econômicos.

“Isso permitiria uma recuperação mais consistente do mercado de trabalho, melhorando o quadro da inadimplência como um todo”, justifica a economista-chefe.

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