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Mercado se preocupa com Mantega ou Mercadante no comando do BC

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Intensificando o crescente atrito com o mercado de capitais, a cúpula petista cogita uma indicação ao BC completamente contrária as expectativas construídas pelo setor financeiro.

O presidente do PT, Gleisi Hoffmann, protocolou uma ação popular na Justiça do DF contra Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central.

De acordo com informações, a cúpula petista está cogitando uma indicação ao BC completamente contrária as expectativas construídas pelo setor financeiro.

“Se abstenha de fazer novos pronunciamentos de natureza político-partidárias, e se obrigue à total abstenção de realização de pronunciamentos que denotem possível interferência na independência e imparcialidade impostas ao presidente do Banco Central”, pediu Gleisi Hoffmann para Roberto Campos Neto.

Em informações, foi divulgado que o PT está fazendo pressão para criar um clima insuportável para o presidente do Banco Central e, assim, antecipar a sua saída do cargo, prevista para ocorrer em dezembro. Isso, para que Lula, faça uma possível indicação de um companheiro da ‘velha guarda’, em um cenário extremamente insatisfatório para o mercado.

 “Na hora que eu tiver que escolher o presidente do Banco Central, vai ser uma pessoa madura, calejada, responsável, alguém que tenha respeito pelo cargo que exerce e alguém que não se submeta a pressões de mercado, e que faça aquilo que for de interesse de 213 milhões de brasileiros”, disse o presidente da República.

Guido Mantega e Aloizio Mercadante são os nomes mais citados e polêmicos em pauta, acompanhados pelo ex-diretor do BC, Luiz Awazu.

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BC se tornou a ‘única âncora’ do mercado, diz Goldman Sachs

De acordo com Alberto Ramos, economista-chefe para a América Latina do Goldman Sachs, em entrevista a Bloomberg, o Banco Central (BC) do Brasil se tornou a principal âncora de confiança do mercado diante do agravamento da situação fiscal do país. Os riscos de alta na taxa Selic estão aumentando, embora ainda sejam baixos. Ramos na entrevista, que há uma possibilidade crescente de que o desequilíbrio econômico force o BC a elevar a taxa básica de juros.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) divulgado recentemente ficou acima do esperado, aumentando a pressão sobre o BC. Combinado aos riscos fiscais, isso torna improvável um corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Atualmente, a taxa está em 10,50% ao ano, e deve permanecer nesse nível até que os riscos econômicos diminuam e a inflação se alinhe com a meta de 3%.

O mercado de juros, que antes esperava uma redução na Selic, agora prevê a possibilidade de um aumento, podendo chegar a 11% até o final do ano. Essa mudança nas expectativas reflete a crescente preocupação com a estabilidade fiscal do país.

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A situação se intensificou após o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, expressar suas preocupações sobre as perspectivas fiscais em uma reunião fechada com investidores. Apesar de uma recente declaração do ministro sobre a apresentação de opções para cortes de despesas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter trazido algum alívio ao mercado, os contratos de juros futuros para janeiro de 2029 permanecem próximos dos níveis mais altos desde maio de 2023.


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