Setor de Educação

Educação confirma fôlego no 4T25; Ânima (ANIM3), Cogna (COGN3) e YDUQS (YDUQ3) sustentam caixa, diz BTG

Prévia do 4T25 aponta crescimento moderado de receita, margens resilientes e desalavancagem contínua no setor de educação.

Ações Educação Bolsa
  • Receita do setor deve crescer 6% no 4T25, alcançando R$ 7,3 bilhões.
  • EBITDA estimado em R$ 2,3 bilhões, com margens resilientes apesar dos juros altos.
  • Ânima (ANIM3) se destaca, com crescimento de dois dígitos em EBITDA e avanço relevante de margem.

O setor de educação deve encerrar o 4T25 confirmando o padrão observado ao longo de 2025, com crescimento moderado de receita, margens resilientes e foco em geração de fluxo de caixa, segundo relatório do BTG Pactual. Mesmo com a sazonalidade mais fraca do quarto trimestre, a leitura estrutural segue positiva.

Na visão do banco, a melhora do mix de cursos, especialmente em medicina e formatos híbridos, continua compensando a fraqueza persistente do ensino 100% online, enquanto o controle de custos sustenta a rentabilidade.

Números do setor de educação na Bolsa

No consolidado, o BTG estima receita líquida de R$ 7,3 bilhões, alta de 6% na comparação anual, e EBITDA ajustado de R$ 2,3 bilhões, avanço de 4%. As margens devem ficar estáveis a levemente maiores, apesar de um impacto negativo médio de 40 pontos-base no agregado.

O lucro líquido tende a crescer 16% ano a ano, ritmo mais moderado por conta de despesas financeiras mais elevadas, refletindo o ambiente de juros ainda altos.

Caixa e desalavancagem

Mesmo sendo um trimestre sazonalmente mais fraco para caixa, o consumo deve melhorar na comparação anual, reforçando balanços mais saudáveis. O BTG destaca que a maioria das companhias deve seguir reduzindo alavancagem de forma sequencial, com exceções pontuais ligadas a dividendos ou M&A.

A disciplina de capital, aliada à diluição de capex, mantém o setor entregando yields de fluxo de caixa atrativos, um dos principais pilares da visão construtiva do banco.

Destaques entre as empresas

A Ânima (ANIM3) aparece como principal destaque do trimestre, com projeção de receita líquida de R$ 971 milhões, alta de 8%, e EBITDA ajustado de R$ 266 milhões, crescimento de 19%, além de expansão de 240 pontos-base na margem.

Já a Cogna (COGN3) deve reportar receita de R$ 2,2 bilhões (+3%) e EBITDA de R$ 775 milhões, enquanto a YDUQS (YDUQ3) tende a alcançar R$ 1,3 bilhão em receita (+5%) e EBITDA de R$ 430 milhões (+9%), com margem de 32,2%.

Fernando Américo
Fernando Américo

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.

Sou amante de tecnologias e entusiasta de criptomoedas. Trabalhei com mineração de Bitcoin e algumas outras altcoins no Paraguai. Atualmente atuo como Desenvolvedor Web CMS com Wordpress e busco me especializar como fullstack com Nodejs e ReactJS, além de seguir estudando e investindo em ativos digitais.