
- Operação previsível e custos controlados
- Investimentos elevados aumentam a dívida no curto prazo
- Retorno parecido com renda fixa limita potencial de alta
A ISA Energia (ISAE4) divulgou o balanço do 4T25 com números dentro do esperado. O Ebitda foi de R$ 854 milhões e confirmou a previsibilidade típica do setor de transmissão.
Mesmo assim, o mercado recebeu o resultado com cautela. Casas como XP e Genial avaliam que o papel hoje oferece retorno real neutro, sem prêmio relevante frente aos títulos públicos.
O que veio no resultado
A operação continuou estável. O controle de custos ajudou e as despesas ficaram 10% abaixo do esperado.
Por outro lado, a receita regulatória caiu 3,1% na comparação anual, pressionada pela redução de efeitos financeiros ligados à RBSE.
Ainda assim, a expansão de ativos compensou parte desse impacto. A receita ex-RBSE cresceu 2,4%, impulsionada pela entrada de novas linhas e reajuste inflacionário da RAP.
Investimentos e dívida
O grande destaque do trimestre foi o crescimento da companhia. O capex atingiu R$ 1,7 bilhão no trimestre e somou R$ 5,1 bilhões em 2025, recorde histórico.
Esse ciclo amplia receitas futuras, porém aumenta a dívida no curto prazo. A dívida líquida chegou a R$ 14,1 bilhões.
Segundo analistas, a alavancagem ainda é aceitável para o setor, mas reduz o potencial imediato de valorização da ação.
Dividendos e avaliação
A empresa anunciou R$ 279,3 milhões em dividendos mais R$ 495 milhões em JCP.
Apesar da boa remuneração, as corretoras calculam uma TIR real entre 5,7% e 6,8%, praticamente igual ao retorno de títulos indexados à inflação.
Por isso, o consenso atual é de espera: execução operacional forte, porém sem gatilho claro para uma reprecificação do papel.