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Alerta cuidado ao comprar acoes de Varejo na pandemia
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MGLU3 em alta de 11,40%: por que as ações de varejo estão disparando?

  • As ações de varejo estão disparando no mercado em altas substanciais;
  • Analistas apontam movimentos cíclicos de setor e até mesmo a especulação como causa das altas.

As ações de varejo engataram mais um movimento de alta nesta quarta-feira (13) e seguem apresentando as maiores margens de valorização do Ibovespa nesta semana. Mas muitos investidores ainda não estão entendendo exatamente qual a razão por trás da volta destas ações aos holofotes.

AltasBaixas
MGLU3: R$ 2,93 (+11,41%)RRRP3: R$ 30,28 (-6,46%)
VIIA3: R$ 2,55 (+9,44%)SLCE3: R$ 40,90 (-6,19%)
AMER3: R$ 16,90 (+8,26%)PCAR3: R$ 16,65 (-3,42%)
AZUL4 : R$ 12,40 (+7,73%)CRFB3: R$ 16,72 (-2,79%)
NTCO3: R$ 14,66 (+7,56%)ALPA4 R$ 19,23 (-2,58%)

Analistas dizem, que a procura por esses papéis de varejo é um movimento de rotação de setores e de busca por papéis defasados.

Além disso, existe a expectativa de impulso temporário das ações ligadas ao consumo em razão da PEC dos Benefícios, que deve elevar a renda das famílias.

Por outro lado, alguns gestores apontam que especulações por trás de opções vendidas, “o famoso short selling” explicam melhor o movimento.

“O que eu ouvi foi que tem um fundo long-only global comprando essas ações, e como elas estão com muito short, deu uma correria no mercado,” disse um gestor.

O que é short?

Assim, os famosos “shorts selling”, (ou vendas em descoberto como conhecido no ) estiveram em alta desde o começo do ano.

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Esse método de investimento busca priorizar desvalorização de ações. Pode parecer confuso então vou explicar um pouco mais.

Em resumo, a venda em descoberto consiste em “emprestar” ações e depois vende-las.

Para entender como essa venda aposta na desvalorização das ações é preciso entender como funciona esse “empréstimo”. Um investidor “aluga” uma ação que ele não possui em sua carteira, e a vende.

Pessoalmente, gosto de visualizar essas informações em números para entender melhor, então segue um exemplo:

Um investidor “aluga” um ativo de 10 dólares e o vende por esse valor, contudo, o pagamento desse “aluguel” é realizado posteriormente, quando o investidor é obrigado a comprar novamente a ação e devolvê-la ao credor original. Neste momento, se o preço da ação for menor que os 10 dólares iniciais, digamos que 6 dólares, o investidor que vendeu em descoberto lucrou 4 dólares.

Por isso, é possível aos investidores apostarem na desvalorização de determinados ativos, essa prática é bem comum na bolsa americana. No entanto, como se trata de uma situação de alto risco, é recomendada apenas para investidores mais arrojados e experientes.

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Das três ações, que mais subiram na bolsa hoje, a Via é a mais “alugada”: a posição alcança 17% do free float. O aluguel com ações da empresa começou a subir no início de abril, quando era inferior a 150 milhões de ações e agora está perto da máxima do ano: 250 milhões de papéis.

O varejo está “alugado”

Na Magalu, a quantidade de ações alugadas é de 6% do free float – esse percentual era quase o dobro em março. Na Americanas, o percentual é de 3,80% – no início de julho, ele aumentou de 10 milhões de ações para quase 25 milhões agora.

Em relação às taxas cobradas pelo aluguel das ações, a Via também lidera, com 3%, seguida de Americanas, com 1% e Magalu, com 0,30%.

Alguns analistas também citaram uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo permitindo que o diferencial de alíquota de ICMS no comércio eletrônico seja cobrado apenas em 2023. Um gestor disse que o mercado já tinha a expectativa de que essa cobrança fosse jogada para o ano que vem.

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Para ele, isso ajuda as empresas, mas por pouco tempo.

“Acho que a posição vendida é muito alta nessas empresas de varejo, então fica volátil mesmo.” Um analista disse que a notícia é boa apenas no curto prazo, “mas como o curto prazo é muito ruim para essas empresas, pode ajudar.”

Outro analista disse que o mercado vem monitorando esse tema do ICMS de perto.

“Quando essa cobrança começar a vigorar, vai ter um impacto de 1% a 2% na margem bruta das empresas, se elas não repassarem isso para o preço. É um percentual relevante para quem tem mais ou menos 5% de margem EBITDA,” disse ele.

“Em um cenário de inflação alta e queda de poder de compra, é ruim ter que aumentar preços. Mas acho que vão conseguir repassar parte disso sim. Ninguém está queimando caixa à toa.

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