Mulheres correspondem a apenas 21% do investimento brasileiro

Mulheres correspondem a apenas 21% do investimento brasileiro

28 de fevereiro de 2019 3 Por Diego Dias

Apesar de, nos últimos anos, haver maior participação de mulheres diante Bolsa e Tesouro Direto, a diferença ainda é gritante.

O investimento nacional conta com 880,3 mil colaboradores, no entanto, apenas 21,4% trata-se de mulheres. Por outro lado, 76,1% são homens e 2,5% são pessoas jurídicas. Os dados foram divulgados pela B3 (B3SA3), empresa responsável pela Bolsa de Valores no Brasil.

Tais índices permanecem estacionados em quase 20 anos. De acordo com o levantamento, em 2002, 82,4% dos investidores eram homens, e 17,6%, mulheres. 10 anos depois, o grupo masculino foi reduzido para 74,7%, e o feminino cresceu para 25,3%. Já em 2019 a diferença se reverteu, onde 78% são homens e 22% mulheres.

Além desse parâmetro, é possível analisar os valores investidos por ambos os públicos. Desta forma, a classe masculina corresponde a R$ 171 bilhões calculados na bolsa, enquanto a feminina somente R$ 55,9 bilhões.

Na opinião de Elaine Fantini, co-fundadora do Financial Feminism Brasil, as mulheres encontram barreiras na participação ativa dentro do mercado financeiro. Para a especialista, isso acontece principalmente porque elas veem apenas homens ocupando cargos chaves.

“As mulheres são responsáveis por 80% das decisões de consumo dentro dos lares. Então o que está faltando é que elas conquistem confiança e usem suas capacidades na administração de dinheiro rentável”, destaca Elaine.

Comparação

Diante as informações, é observado que em 15 anos, a quantidade de mulheres investidoras na Bolsa de Valores saltou de 15 mil, para 141,7 mil. E quanto os homens, de 70,2 mil, o número avançou para 477,8 mil.

Em contrapartida, com relação ao Tesouro Direto, entre 2013 e 2017, o índice dobrou. O grupo feminino que estava em 80,5 mil, registrou 155,5 mil. Ou seja, aumento de 93,1%. No mesmo período, o grupo masculino cresceu somente 37,7%, saindo de 297,5 mil para 410,1 mil.

“As mulheres devem começar a cuidar do próprio dinheiro e investir desde cedo. Senão correrão risco de se tornarem dependentes após uma longa vida de trabalho e dedicação”, alerta Luciana Seabra, membro da Empiricus.

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