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Mulheres têm preferência por investimentos de baixo risco, aponta pesquisa da Onze

A participação feminina no tem crescido cada vez mais. De acordo com dados divulgados pela B3, apesar de ainda baixo (29%), o número de de valores atingiu recorde no ano passado.

Dentro desse contexto, a Onze, fintech de saúde financeira e , analisou mais de 19.400 respostas — de pesquisas realizadas entre outubro de 2021 e janeiro de 2022 — e concluiu que, no geral, as mulheres têm um perfil de mais conservador, enquanto os homens têm um perfil mais agressivo.

Por exemplo, para realizar suas metas financeiras este ano, 32,4% das mulheres pretendem investir na poupança, 13,9% em títulos de renda fixa e 9,4% em fundos de . Entre os homens, 27,8% optam pela poupança, 26,1% em títulos de renda fixa e 19,1% em fundos de investimento. 

A diferença dos perfis fica mais evidente quando analisamos investimentos de maior risco, como e criptomoedas. Para as mulheres, são as opções menos escolhidas, apontadas por 8,2% e 6,7%, respectivamente. Já entre os homens, 19,3% optam por ações e 18,4% por criptomoedas”, pontua Ana Paula Netto, consultora financeira da Onze.

Ana lembra que existe uma relação direta entre risco e retorno. Quanto mais risco você estiver disposto a assumir, maior será provavelmente seu retorno. Ao mesmo tempo, vale lembrar que a abertura ao risco está diretamente ligada ao momento de vida, horizonte de tempo, objetivo e perfil de risco de cada pessoa.

A análise também levou em consideração os investimentos realizados com o décimo terceiro, ao final de 2021, e o mesmo comportamento é observado. Títulos de renda fixa foram os preferidos para ambos os públicos — 50% entre os homens e 48% entre as mulheres.

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Quando analisado o apetite ao risco, os homens foram mais agressivos: 47,9% optaram por ações, 36,9% por fundos de investimentos e 26% por criptomoedas. Entre as mulheres, 39,3% optaram por ações, 33% por fundos de investimentos e 12% por criptomoedas.

Já em relação aos hábitos de investimentos recorrentes, a poupança é a preferência das mulheres (44%), enquanto títulos privados são a principal escolha dos homens (35%). Nesse sentido, o público feminino acaba optando por uma das menores rentabilidades do mercado.

Por outro lado, os dois públicos se mostram disciplinados para realizarem suas metas financeiras ao longo do ano. A preferência de homens e mulheres é poupar mais mensalmente ou criar novas formas de renda em vez de resgatar investimentos, se endividar ou até vender o carro.

Os números são bem próximos: entre as mulheres, 49,7% dizem que vão poupar mais mensalmente, 42,7% criarão novas formas de renda e 4% pretendem buscar empréstimos ou financiamentos. Resgatar investimentos (2,3%) e vender seu carro/ (1,1%) têm baixíssima adesão.

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Já entre os homens, 45,6% dizem querer poupar mais mensalmente, 45,5% vão criar novas formas de renda e 4,4% buscarão empréstimos/financiamentos. Resgatar investimentos (2,5%) e vender seu carro/imóvel (1,8%) também têm pouca aderência.

Os hábitos voltados à de dinheiro também são similares entre os públicos. A maior parte de ambos prefere reduzir custos, seja evitando compras desnecessárias (68% mulheres e 67% homens) ou até mesmo pesquisando locais com preços mais baratos (51% das mulheres e 47% dos homens), opções que se destacam à frente de encontrar novas formas de receitas“, explica Ana Paula.

Por fim, quando se diz respeito à aposentadoria, mulheres e homens, em sua maioria, acreditam que a renda neste período virá do INSS – 56,2% e 54,4%, respectivamente. Porém, os homens (36,2%) contam mais com aplicações financeiras para se aposentar do que as mulheres (27%). 

A privada vem em terceiro lugar e é opção de 23,5% dos homens e 19% das mulheres.

É importante observar que uma parcela significativa de ambos os públicos aponta que a renda virá do próprio salário, pois acredita que continuará trabalhando: 30,8% entre os homens e 27% entre as mulheres”, conclui Ana Paula.

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