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Perdas por Fraudes impactaram 95% das Empresas no Brasil nos últimos três anos, aponta Pesquisa da Kroll

  • Novo estudo feito globalmente com 1.330 tomadores de decisão sobre riscos revela que 75% das localizadas no foram significativamente afetadas por e atividades ilícitas
  • No entanto, o Brasil apresenta avaliação favorável de controles internos, acima da média global
  • Globalmente, os setores de transporte, lazer e turismo revelaram o maior impacto por fraudes expressivas, seguidos pelo setor bancário

Kroll, líder em gestão de riscos, governança, finanças corporativas e avaliação de empresas, divulgou os resultados de seu último Relatório Global de Fraude e Risco, que indicam que as empresas no Brasil estão sofrendo impactos significativos de fraudes e atividades ilícitas, apesar de investirem em ferramentas como a análise de dados para mitigar proativamente os riscos.

No Brasil, a avaliação dos controles internos é favorável, com 78% dos entrevistados dizendo que os controles antissuborno e de corrupção de suas organizações são eficazes para prevenir e detectar atividades de alto risco – acima da média global (74%). Além disso, a maioria dos entrevistados no Brasil (83%) disse que sua organização usa atualmente a análise de dados para detectar proativamente o suborno e o risco de corrupção. Entretanto, apesar desta percepção otimista, o efeito da fraude permanece impressionante: 75% dos entrevistados no Brasil reconheceram impactos significativos da fraude.

Em resposta aos altos índices relatados de condutas ilícitas, três quartos (75%) das organizações pesquisadas no Brasil declararam ter realizado investigações internas nos últimos três anos, ligeiramente abaixo da média global de 78%.

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A Diretora-geral da Kroll para a América Latina, Fernanda Barroso, considera que é necessário reforçar a fiscalização por parte das empresas.

“Os tipos de fraudes evoluíram na pandemia, tendo em vista a mudança abrupta na forma de trabalho e no acesso a redes corporativas. Foi necessário um amadurecimento forçado e acelerado no framework de gestão de riscos para que pudéssemos nos adequar ao momento, mas ainda insuficiente, pois as com fraudes continuam expressivas”

afirmou.

Enéas Moreira, head da área de Investigações e Inteligência Forense da Kroll no Brasil, acrescenta que “os em tecnologias de e preventivas devem ser combinados com treinamentos e conscientização das pessoas. É preciso aumentar a consciência sobre fraudes e meios usados pelos fraudadores, como engenharia social e phishing”.

O estudo foi realizado com 1.130 tomadores de decisões sêniores sobre estratégia de risco, entre eles CEOs e diretores das áreas jurídica, de Compliance e financeira. De acordo com a maioria dos entrevistados (82% globalmente), suas empresas foram significativamente afetadas por fraudes, corrupção, atividades ilícitas, lavagem de dinheiro e outras ocorrências graves de conduta indevida.

Confira abaixo os setores mais afetados por fraudes, corrupção e atividades ilícitas.

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Curiosamente, enquanto a maioria (90%) dos entrevistados no setor de transporte, lazer e turismo relatou que sua organização tinha sido significativamente afetada por má conduta grave, apenas 65% das organizações deste setor tinham conduzido uma investigação interna nos últimos três anos.

Os setores mais suscetíveis à realização de investigações internas estão indicados na tabela a seguir.

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Quase todas as empresas (98%) que realizaram investigação interna contaram com a ajuda de empresas externas, sendo que os consultores mais solicitados pertenciam à área de computação forense/eDiscovery (55%), seguidos por empresas de investigação (47%).

“Esse movimento pode ser explicado pela necessidade de se estruturar um time multidisciplinar, com expertise em tecnologia forense e conhecimentos especializados, especialmente para as fraudes mais complexas”

afirma Enéas Moreira.

De acordo com Andy Gandhi, diretor e líder global da área de Data Insights and Forensics da Kroll, o crescimento exponencial das informações eletrônicas dentro das empresas significa que, quando uma investigação interna é iniciada, a descoberta dos fatos em grandes grupos com dados diversos pode ser uma tarefa monumental e causar deficiências e atrasos.

“Este problema pode ser solucionado por meio do desenvolvimento do entendimento sobre os principais dados dentro da empresa — a criação de uma estrutura robusta de governança de dados que classifique e liste as informações dados proativamente — e a aplicação de tecnologias como inteligência artificial e machine learning, para aprimorar os processos. Dessa forma, os dados e insights podem ser usados nas decisões estratégicas e respostas para exigências regulatórias. As fases posteriores do processo de investigação também se tornam muito mais eficientes, com de tempo e de custos”

completa o especialista.

Quase quatro em cada cinco entrevistados (79%) disseram que o custo dos de investigação tinha aumentado nos últimos três anos, particularmente em empresas com o maior volume de receita — possivelmente devido à complexidade crescente de suas operações globais. Aproximadamente metade (49%) das empresas pesquisadas com receitas acima de US$15 bilhões acredita que o custo de investigações internas “aumentou significativamente” — quase o dobro da média global (26%).

A pesquisa da Kroll também mostra até que ponto as organizações acreditam que algumas empresas que oferecem serviços de investigação estão falhando em fornecer valor real. A análise de documentos e os serviços de eDiscovery foram identificados como sendo os mais caros em relação a seu valor por 29% dos entrevistados, seguidos de perto pela perícia informática (24%).

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Isto sugere que alguns provedores externos não estão aproveitando as ferramentas e tecnologias mais atualizadas para encontrar informações relevantes de forma eficiente – o e-mail ou transação de “armas de fumaça” ou anomalias significativas – em volumes maciços de dados estruturados e não estruturados.

Segundo Fernanda Barroso, o aumento de investimentos em controles internos é motivado por fatores como a necessidades de aporte de capital por parte das empresas, o interesse em abertura de capital nas bolsas e a pressão por um enquadramento real aos valores de ESG.

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