Poupança não é investimento!

Poupança não é investimento!

15 de junho de 2018 10 Por Rodrigo Luz

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Olá, caro leitor!

Meu objetivo aqui não é trazer uma infinidade de jargões técnicos e confundir ainda mais sua busca pela melhor opção de investimento, mas sim esclarecer alguns pontos importantes sobre o “investimento” em Renda Fixa mais tradicional no Brasil: a poupança.

É claro que, para este artigo valer a pena, você precisa ser capaz de poupar para investir. E você nem precisa ter uma renda acima da média para isso. Quer uma dica? Confira aqui.

Gostou da dica? Então, vamos lá!

Como funciona o rendimento da poupança?

Temos por base a premissa de que investimento financeiro é a aplicação de recurso monetário com o objetivo de gerar lucro sobre o capital investido compensando os riscos.
Vamos aos fatos mais relevantes:

  1. O rendimento da poupança é baixo. Para as aplicações de 4 de Maio de 2012 em diante, existem 2 formas de remuneração aplicada sobre o capital base:
  • Caso a Selic Meta esteja acima de 8,5% ao ano: TR + 0,5%
  • Caso a Selic Meta esteja abaixo ou igual a 8,5% ao ano: TR + 70% da meta anual da Selic;

Obs.: TR + 0,5% – para aplicações até 3 de Maio de 2012

  1. A remuneração é aplicada sobre o menor valor do período: a cada 30 dias de seu depósito o sistema irá buscar o menor valor e sobre ele incidirá a remuneração.
  2. Tem proteção do FGC até R$250 mil por CPF.
  3. Não incide IR (Imposto de Renda) para as aplicações de Pessoa Física.

Por que não consideramos poupança investimento?

Agora, acompanhe meu raciocínio sobre cada um dos fatos apresentados:

  1. Atualmente, a TR é um índice muito baixo, começando pelo cálculo que inclui o redutor na taxa média dos CDB’s. É, inclusive, alvo de ações judiciais por remunerar o FGTS e os precatórios.

A regra vigente, após a alteração a partir de 3 de Maio de 2012, reduziu a oportunidade de a poupança fazer concorrência a demais aplicações de Renda Fixa em cenários de baixa da Selic Meta: a aplicação em poupança é ainda pior no atual cenário.

  1. A vantagem da liquidez diária (poder movimentar seu recurso a qualquer tempo) é mitigada quando há possiblidade de perder dias de remuneração apenas por retirar o recurso antes de seu aniversário (data do pagamento da remuneração). Há opções compatíveis, com liquidez diária, que também contam com rentabilidade diária: CDBs, fundos de investimento em Renda Fixa, dentre outros.
  2. Há outros investimentos em Renda Fixa mais rentáveis que possuem a mesma proteção, como CDB’s e LCI’s.

É uma vantagem frente aos fundos de investimento, que não possuem esta proteção. Porém, os fundos de investimentos têm seu CNPJ próprio e podem ser geridos por outra instituição, caso o Gestor/Administrador venha a falir. Os recursos de fundos de investimentos são protegidos pela regra do Chinese Wall (saiba mais em nosso post sobre fundos de investimentos).

  1. Primeiramente, o melhor IR de se pagar é o de investimento, afinal significa que você está ganhando dinheiro. Não tenha medo do “Leão”, desde que no final das contas seu rendimento líquido seja superior.

Humor negro a parte, é importante lembrar que Imposto de Renda incide apenas sobre o rendimento (seu capital base está isento na aplicação) e a retenção ocorre na fonte.

Além disso, há outras opções de Renda Fixa sem incidência de IR mais rentáveis, como as LCI’s.

A poupança é um investimentos sem riscos?

Toda reserva de valor possui risco, portanto o mesmo ocorre com a poupança.
O risco de oportunidade, que é a diferença entre o retorno da poupança e opções mais lucrativas, é latente.
Ainda há o risco de corrosão pela inflação, reduzindo as chances de um retorno real sobre o montante aplicado. Deixando, portanto, de ser um investimento em nossa concepção.

Apesar de a poupança ter sua aplicação social, servindo inclusive como lastro para financiamento de projetos de moradia própria a taxas mais acessíveis para baixa renda, não a aconselhamos como uma opção para investimento.

 

SIGLAS

TRTaxa referencial – tem por base a taxa do CDB (Certificado de Depósito Bancário – outro investimento em Renda Fixa) e sofre um redutor.
Selic MetaTaxa básica do Brasil que remunera os títulos públicos federais (não confundir com Taxa Selic, que é gerada pela negociação dos títulos públicos no mercado financeiro)
FGCFundo Garantidor de Crédito – entidade sem fins lucrativos, sustentada pelos associados (Instituições financeiras). Garante seu investimento em caso de falência ou intervenção em uma Instituição Financeira.

 

Fonte: Banco Central, Lei 8177/91

 

 

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