Guia do Investidor
real moedadinheiro jfcrz abr 1701220046 1
Agência Brasil Notícias

Presidente do BC diz que o pior da inflação já passou

O presidente do do , Roberto Campos Neto, disse hoje (27) que “o pior momento da inflação já passou”, e que, graças ao histórico de convívio que o Brasil teve com altos índices inflacionários, a autoridade monetária brasileira conseguiu “sair na frente”, adotando ferramentas capazes de frear o processo inflacionário.

As afirmações foram feitas durante o painel Erosão da Ordem Pública e o Futuro, no Décimo Fórum Jurídico de Lisboa, na capital portuguesa. Durante o discurso, Neto lembrou que o Brasil “é um dos poucos países que no meio desse processo está tendo revisões para cima” do Produto Interno Bruto (PIB).

“Inclusive a nossa última revisão no BC aumentou [a previsão de crescimento do PIB] de 1,5% para 1,7% [em 2022]. Provavelmente teremos PIB forte no segundo trimestre. Obviamente, em algum momento, tudo que estamos fazendo vai gerar alguma desaceleração no segundo semestre. Mas ainda assim o crescimento é bastante melhor do que se esperava no início do ciclo de ação”, disse Campos Neto.

A experiência que o Brasil tem com o combate à tem ajudado na definição estratégica para amenizar este problema.

“Como nós no Brasil entendemos que era problema mais de demanda, na minha opinião, até um pouco antes dos demais países, o BC do Brasil saiu na frente porque temos memória de inflação muito maior, e mecanismos de indexação muito mais vivos”, disse.

Campos Neto ressalta que todos os países estão subindo e que, enquanto alguns países estão no meio do caminho, o Brasil já está muito perto de ter feito o trabalho todo.

“Vamos ver ainda alguns países subindo bastante os juros”, acrescentou.

Ainda segundo Campos Neto, o Brasil ainda apresenta um “componente de aceleração de inflação”. Ele, no entanto, disse acreditar que o pior momento da inflação já passou. “Temos algumas medidas desenhadas pelo governo que ainda precisamos entender os efeitos delas no processo inflacionário, o que ainda não está claro, mas o Brasil fez o processo antecipado e acreditamos que nossa ferramenta é capaz e vai frear o processo inflacionário”.

Leia mais  Projeção de inflação é revista de 4,9% para 5,6% em 2022

Preços e

Na avaliação do presidente do BC brasileiro, os índices inflacionários que estão sendo registrados em diversos países têm como origem uma “desconexão entre preços e investimentos” que vai além do petróleo, abrangendo também os alimentos.

“Os governos estão enfrentando o dilema de garantir segurança energética e alimentar para a população”, disse. Nesse sentido, “muitos países, em função da guerra, estão adotando medidas protecionistas que estão contaminando o resto da cadeia de inflação”. “E o anseio de gerar segurança alimentar e energética dos governos está sendo feito de maneira descoordenada e gerando queda de investimento”, acrescentou.

Segundo Campos Neto, a falta de coordenação está gerando queda em investimentos tanto em energia quanto em alimentos.

“Precisamos entender que quem produz alimentos e energia não é o governo, mas o setor privado e que o governo tem de endereçar o problema das classes sociais mais baixas, mas não pode se desviar das práticas de mercado, porque, no final das contas, são os mercados que produzem alimentos e energia”, completou.

Fonte: Agência Brasil

Leia mais  Google pagará veículos de mídia da União Europeia pelo uso de notícias

LULA OU BOLSONARO? Não corra o risco das eleições no Brasil: abra sua conta no exterior e proteja seu patrimônio

Recomendações no seu e-mail

Nossas redes:

Leia mais

PIX não faz bancos perderem dinheiro: entenda

Agência Brasil

Decreto autoriza relicitação do Aeroporto Internacional do Galeão

Agência Brasil

Petrobras, Eletrobras e Oi ajudam performance do BNDES no 2T22; Entenda

Agência Brasil

Anuário do Petróleo mostra cenário positivo para mercado, diz Firjan

Agência Brasil

Dólar sobe para R$ 5,15, influenciado por exterior

Agência Brasil

Angra 1 realiza parada para reabastecimento de combustível

Agência Brasil

Deixe seu comentário