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Previdência: três obstáculos do governo para votar reforma

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A expectativa é enorme mas ainda há alguns entraves que não deixam a reforma da previdência ser finalmente aprovada, veja a seguir quais.

A expectativa é grande por parte da equipe do presidente Jair Messias Bolsonaro, assim como por Rodrigo Maia (DEM-RJ). Pois o recesso está próximo e a intenção é de aprovar a reforma antes disso.

De acordo com entrevista dada para a BBC news pelos congressistas há três situações que preocupam o andamento da aprovação.

“Se tiver algum tropeço, algum movimento errático de alguém, aí (a votação ocorrerá) no início do próximo semestre. Mas eu sou dos otimistas. Eu acho que é (possível votar no Plenário da Câmara) no final de junho, mas principalmente na primeira quinzena de julho mas principalmente na primeira quinzena de julho”, disse Rodrigo Maia sobre a reforma, na tarde desta segunda-feira (3)

Três obstáculos do governo para votar reforma

Veja a seguir três situações que podem travar a aprovação da reforma segundo relatos de políticos para a BBC.

1º – Festas Juninas

As festas juninas são importantes para a cultura do Brasil e muito valorizadas na região norte. Assim muitos congressistas tiram o seu período de férias nessa época para estar no meio de seu eleitorado.

“As festas vão até o dia 29 de junho, que é o dia de São Pedro. Então, mais ou menos entre os dias 23 e 29 de junho são dias difíceis da gente ter uma presença maciça de deputados nordestinos. Mas essa é uma matéria tão importante que cabe ao governo administrar essa dificuldade aí, das festas juninas”, diz à BBC News Brasil o deputado Júlio César (PSD-PI), coordenador da bancada do Nordeste na Câmara.

Porém Rodrigo Maia está agindo a favor da reforma da previdência negando pedidos de viajem:

“Eu acho que o quórum da casa tem de estar próximo de 500 deputados. Eu já estou cancelando as viagens dos deputados a partir do dia 20 de junho. Todos os pedidos estão sendo negados, para que a gente possa a partir do dia 20 de junho já voltar a ter o quórum de 500, 505 deputados. Hoje estamos com uma média de 475, 480. A gente precisa recuperar esses 20 para ter uma margem tranquila para aprovar a Previdência já no final do mês ou no início do mês que vem”, disse Maia a jornalistas.

2º- A desorganização da base aliada de Bolsonaro para a reforma

Desde o início do mandato no Congresso, em fevereiro, o presidente tem mostrado dificuldades para conseguir o apoio de deputados e senadores. Porém ainda há muitas conversas e reuniões nos bastidores.

3º- O impasse com os servidores dos estados

O texto ainda está em análise e o impasse com a inclusão ou não dos servidores públicos de estados e municípios na reforma. Pois os estados terão que aumentar a contribuição paga por cada servidor e diminuir o valor da aposentadoria.

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