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Setor de saúde não “convence” investidores

O Setor de viveu seus dias de glória na bolsa de valores nos últimos anos, ao ser o grande herói na luta contra a Pandemia Covid-19. No entanto, agora que aparentemente o “pior já passou” as do setor voltam a ser questionadas por investidores e especialistas. Afinal, ainda a pena apostar nos papéis do setor?

Esse foi justamente um dos temas centrais das conversas que analistas do Credit Suisse mantiveram na semana passada com investidores locais a respeito do setor. E cujas impressões foram publicadas em um relatório do banco na manhã desta segunda-feira, 18 de abril.

No saldo desses diálogos, o cenário de consolidação e os múltiplos mais atrativos na comparação com outros segmentos estão despertando bastante interesse pelo setor. Em contrapartida, o Credit Suisse destaca uma “empolgação contida” dos investidores em relação aos de saúde listados na .

“A visão ligeiramente negativa dos investidores decorre principalmente do cenário macro negativo, com inflação e juros mais altos para 2022; da iliquidez da maioria das ações, restringindo as opções de investimento a poucos tickers; e da falta de gatilhos de curto prazo”,

Analistas Mauricio Cepeda e Pedro Caravina

A partir desse olhar, o relatório traz um resumo da visão dos investidores sobre as principais empresas listadas e se concentra, principalmente, em três papéis com maior liquidez: Rede D’Or (RDOR3), (HAPV3) e (HYPE3).

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Há, entretanto, ressalvas relacionadas aos riscos dos resultados de curto prazo não corresponderem às expectativas de rentabilidade, dado que as aquisições e suas integrações precisam avançar. E também ao fato de que as altas nas taxas de juros podem “afetar excessivamente” o luco da operação.

“Alguns investidores também apontaram que a expansão de outros grupos hospitalares pode ter levado a um maior Capex inorgânico, o que poderia trazer retornos menores em relação a uma época em que a Rede D’Or era pioneira”.

Ressaltou o Credit Suisse.

Já para Danielle Lopes, analista da Nord Research, o mercado esperava que os resultados das companhias pudessem ser impactados de forma negativa com a maior parte da população vacinada e com a redução dos atendimentos hospitalares, mas, pelo contrário, os balanços apresentados mostram que as empresas estão entregando resultados próximos aos do período pré-pandemia.

Ademais, a analista também vê a perspectiva do fim da pandemia como um ponto positivo, uma vez que as pessoas poderão voltar às consultas de rotina. Serviços e médicos esperam pela retomada de exames diagnósticos, análises clínicas e laboratoriais.

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