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Tesouro Direto: Taxas em alta após divulgação do Relatório Focus

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  • Taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentam alta tendência em comparação ao ano passado
  • Às 09h21, os rendimentos dos títulos de inflação estavam em ascensão
  • Os títulos do Tesouro IPCA+ com vencimentos em 2029, 2035 e 2045 registravam rendimentos de 6,06%, 6,16% e 6,13%, respectivamente

Nesta segunda-feira (13), as taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentam uma tendência de alta em comparação com o mesmo período do dia útil anterior. Às 09h21, os rendimentos dos títulos de inflação estavam em ascensão. Os títulos do Tesouro IPCA+ com vencimentos em 2029, 2035 e 2045 registravam rendimentos de 6,06%, 6,16% e 6,13%, respectivamente. Os valores dos títulos eram de R$ 3.186,95, R$ 2.220,23 e R$ 1.232,52.

Os rendimentos dos títulos prefixados, portanto, com vencimentos em 2027, 2031 e com juros semestrais em 2035 estavam em 10,96%, 11,80% e 11,75%, respectivamente. Estes títulos eram negociados a preços unitários de R$ 760,62, R$ 478,98 e R$ 937,82.

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Enquanto isso, os Treasuries americanos de 5, 10 e 30 anos registravam queda nesta manhã, com taxas de 4,49%, 4,4% e 4,62%, respectivamente.

Os economistas consultados pelo Banco Central revisaram as projeções de inflação para este ano, impulsionados, contudo, pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,38% em abril, marcando uma aceleração em relação à alta de 0,16% registrada em março.

O Relatório Focus indicou que os economistas ajustaram as expectativas de aumento nos preços para 2024, passando de 3,72% para 3,76%. Além disso, elevaram a projeção do IPCA para 2025, de 3,64% para 3,66%. As estimativas, portanto, para os demais anos permanecem inalteradas, mantendo-se em 3,50%.

Vendas do Tesouro Direto sobem 16,1% em março

As vendas de títulos públicos a pessoas físicas pela internet somaram R$ 3,53 bilhões em março, divulgou nesta terça-feira (30) o Tesouro Nacional. O valor subiu 16,1% em relação a janeiro, no entanto, caiu 48,4% em relação a março do ano passado, quando as vendas tinham batido recorde.

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O recorde mensal histórico do Tesouro Direto ocorreu em março do ano passado, quando as vendas somaram R$ 6,842 bilhões. Na ocasião, as vendas atingiram o maior volume mensal já registrado porque houve o vencimento de títulos corrigidos pela Taxa Selic (juros básicos da economia), que foram trocados por papéis novos.

Os títulos mais procurados pelos investidores em março foram os corrigidos pela Selic (juros básicos da economia), cuja participação nas vendas atingiu 61,5%. Os títulos vinculados à inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – IPCA) corresponderam a 25,4% do total, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, foram 8,6%.

Destinados ao financiamento de aposentadorias, o Tesouro Renda+, lançado no início de 2023, respondeu por 3,4% das vendas. Criado em agosto do ano passado, o novo título Tesouro Educa+, que pretende financiar uma poupança para o ensino superior, atraiu apenas 1,1% das vendas.

O interesse por papéis vinculados aos juros básicos é justificado pelo alto nível da Taxa Selic. Em março de 2021, o Banco Central (BC) começou a elevar a Selic. A taxa, que estava em 2% ao ano, no menor nível da história, ficou em 13,75% ao ano entre janeiro de 2022 e agosto de 2023. Mesmo com as quedas recentes nos juros básicos, atualmente em 10,75% ao ano, as taxas continuam atrativas.

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