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Tristeza de uns, alegria de outros: você sabe como lucrar com a queda de ações?

O mundo dos investimentos está sempre trazendo muitos olhares curiosos. Afinal, o de traz para muitos uma oportunidade real de conquistar uma singela fortuna, o que traz novos especuladores para este mundo todos os dias.

No entanto, esta visão de busca pelo enriquecimento tem uma mensagem muito clara: vamos procurar as ferramentas de investimento mais rentáveis do mercado. E assim se inicia a busca sem fim: o que seria uma boa opção de investimento? No mundo das ações, as melhores empresas, nas criptomoedas as mais desejadas… Contudo, a linha de definição destas categorias é tênue e costuma ser cruel com investidores menos experientes. Mas será que você já parou para pensar no oposto? Na possibilidade de lucrar com as piores ações do mercado ou expectativas ruins de certos ativos?

O mundo dos investimentos representa o que há de melhor na dualidade do mercado, e para alguém ganhar, outro alguém precisa sair perdendo.

Hoje vamos falar um pouco mais sobre o mercado de opções e as estratégias de investimentos em ! Que buscam exatamente focar em ações e ativos que você acha que irão desvalorizar! Confira agora mais detalhes!

O que é operar vendido?

Os investidores que habitam no cotidiano do mercado possuem seu próprio dialeto, cheio de “gírias” e termos. Entre os mais famosos, estão os termos “comprado e vendido”.

A lógica é simples, se você está comprado, está esperando uma valorização do ativo. Afinal, todos estão buscando maximizar seus lucros, e para isso precisam comprar em um valor menor que o de revenda não é mesmo?

Mas no outro lado da moeda, existem os investidores vendidos, que apostam exatamente na queda dos ativos. Um exemplo prático disso é a estratégia de , que expõe bem está relação, apesar de não ser muito comum na brasileira.

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Já em , os investimentos shorts estão a todo vapor, com investidores apostando em quedas diariamente.

Os famosos “shorts selling”, (ou vendas em descoberto como conhecido no Brasil) estão a cada dia mais em destaque no mercado.

Esse método de investimento busca priorizar desvalorização de ações. Pode parecer confuso então vou explicar um pouco mais.

Como funciona o short?

Em resumo, a venda em descoberto consiste em “emprestar” ações e depois vende-las.

Para entender como essa venda aposta na desvalorização das ações é preciso entender como funciona esse “empréstimo”. Um investidor “aluga” uma ação que ele não possui em sua , e a vende.

Pessoalmente, gosto de visualizar essas informações em números para entender melhor, então segue um exemplo:

Um investidor “aluga” um ativo de 10 dólares e o vende por esse valor, contudo, o pagamento desse “aluguel” é realizado posteriormente, quando o investidor é obrigado a comprar novamente a ação e devolvê-la ao credor original. Neste momento, se o preço da ação for menor que os 10 dólares iniciais, digamos que 6 dólares, o investidor que vendeu em descoberto lucrou 4 dólares, além de ficar com o ativo para si.

Por isso, é possível aos investidores apostarem na desvalorização de determinados ativos, essa prática é bem comum na bolsa americana. No entanto, como se trata de uma situação de alto risco, é recomendada apenas para investidores mais arrojados e experientes.

Recentemente vimos um movimento bem interessante graças a essa mecânica de investimento: “a revolta das sardinhas”. Onde um grupo de pequenos investidores se juntaram para valorizar alguns determinados ativos, prejudicando grandes investidores que estavam operando essas ações em descoberto.

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Recentemente entre as ações mais shorteadas da bolsa brasileira estavam as incorporadoras: o percentual de ações alugadas em relação ao free float na MRV é de 15% – a empresa tem o maior percentual do float alugado, mas a taxa para os tomadores é de 0,44% ao ano, a menor entre os dez papéis mais shorteados.

Em segundo lugar vem a , empatada com o IRB, com 14% do free float alugado. Nesse caso, a taxa da Cyrela é a mais alta entre as dez ações mais alugadas: está em 8,29% ao ano, um pouco acima do IRB, com 8,12%; Completam a lista das 10 ações mais shorteadas: e Multiplan, com 13% do free float; Braskem PNA e CVC, com 12%; CTEEP, com 10%, e EDP e Magalu, com 9% cada. Os dados foram compilados pela Necton.

Hedge: usando a queda para se proteger no mercado de opções

Os investimentos em Short são comuns envolvendo ações, mas o mercado futuro também oferece suas estratégias para maximar seus lucros em cenários de queda: o mercado de opções.

Geralmente, o mercado de opções trabalha com ativos negociado em futuros. Ou seja, um contrato de venda é pré-fixado com base em um certo dia de operação. O vendedor e o comprador estabelecem suas “apostas” de preços.

Quem adquirir o direito deve pagar um prêmio ao vendedor. Este prêmio não é o preço do bem, mas apenas um valor pago para ter a opção (possibilidade) de comprar ou vender o referido bem em uma data futura por um preço previamente acordado.

O objeto de negociação pode ser um ativo financeiro ou uma mercadoria, negociados em pregão, com ampla transparência. O comprador da opção, também chamado titular, sempre terá o direito do exercício, mas não obrigação de exercê-lo. O vendedor da opção, também chamado lançador, terá a obrigação de atender ao exercício caso o titular opte por exercer seu direito.

Preço de exercício: É o preço que o titular paga (ou recebe) pelo bem em caso de exercício da opção.
Prêmio: É o valor pago pelo titular (e recebido pelo lançador) para adquirir o direito de comprar ou vender o ativo pelo preço de exercício em data futura.



Assim como no mercado futuro, é possível uma contraparte transferir a um terceiro o seu compromisso, desde que execute a operação inversa àquela que originou a posição inicial; quem comprou, vende a mesma opção; ou quem vendeu originalmente, compra uma opção para a mesma série e vencimento, o que dispensa a necessidade das contrapartes originais permanecerem atreladas até a data de vencimento da obrigação.

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É importante destacar que, no mercado de opções, o titular pode perder no máximo o prêmio pago, enquanto para o lançador de uma opção os riscos são ilimitados.

Como investidores usam o mercado de opções?

Então, como usar este mercado para lucrar com a perda? Pense em um seguinte cenário: você é um grande produtor agro, e acredita que os preços das sacas de milho irão cair em breve. Seu processo produtivo acontece em um período anterior ao de colheita, logo se o preço da saca cair abaixo dos seus gastos de produção… bom você saiu perdendo.

Para se proteger neste tipo de situação, o produtor vai até o mercado de opções, e compra um direito (uma opção) de venda em uma quantia similar ao esperado por sua safra. Assim, se o valor da mercadoria cair no mercado futuro, o investidor paga somente o prêmio sobre a opção, e mantêm seus negócios girando ao vender por um preço que o possibilite continuar produzindo.

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