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Venda de combustível despencou por crise econômica

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Agência considera que o Brasil não possui estrutura suficiente para atender demandas internas; a solução é aumentar a competitividade e a transparência de mercado

Correções ocorridas em 2018, diante o preço do combustível, tornaram o mercado estagnado. As declarações foram anunciadas nesta terça-feira, 19, por Décio Oddone, diretor geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

Segundo as informações, no ano passado o setor cresceu apenas 0,025 pontos percentuais em vista de 2017. E apesar da greve dos caminhoneiros, a venda de diesel decolou 1,6%, totalizando 55,6 bilhões de litros.

Por outro lado, a comercialização de gasolina comum caiu 13,1%, ou seja, 38,3 bilhões de litros. As razões para tal queda são dadas ao aumento da moeda americana e ao aumento do petróleo em âmbito internacional.

Em contrapartida, o biocombustível cresceu 42,1%, somando assim 19,3 bilhões de litros. Enquanto isso, a utilização de gás liquefeito de petróleo diminuiu 1%, com 13,2 bilhões de livros. Esse setor corresponde aos combustíveis distribuídos em residências e indústrias.

Competitividade e transparência

Dessa forma, Oddone acredita que a elevação dos preços dos combustíveis possa ter causado também uma redução no consumo. Além da retração causada pela situação da economia. “É uma decisão de racionalidade econômica se refletindo na demanda”, destacou.

De acordo com o diretor geral da ANP, é possível absorver lições correspondentes à essas estatísticas. Com isso, ele reforça a importância da competitividade e da transparência no mercado.

“Nós temos poucos agentes operando no setor de distribuição. Mas temos um agente dominante, que é a Petrobras, no refino. Se houver competitividade, haverá diversificação de preços”, acrescentou.

Por fim, Décio Oddone finaliza reforçando que o Brasil é um importador de derivados. Consequência da falta de estrutura produtiva capaz de atender necessidades internas.

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