
- Empresas antecipam proventos para evitar os efeitos da nova tributação em 2026.
- Analistas destacam que o movimento melhora previsibilidade e fortalece políticas de dividendos.
- Yields elevados reforçam a estratégia de proteger o retorno ao acionista.
A antecipação de proventos virou tendência entre companhias listadas, já que a taxação dos dividendos começa em janeiro de 2026. Como resultado, Copel (CPLE3), Suzano (SUZB3), Minerva (BEEF3), Direcional (DIRR3) e Intelbras (INTB3) ampliaram distribuições neste fim de ano.
Os anúncios reforçam a busca por retornos mais altos antes da mudança fiscal. Além disso, analistas afirmam que o movimento traz previsibilidade e melhora o fluxo de caixa para investidores no curto prazo.
Copel (CPLE3) mantém dividendos robustos e reforça política
A Copel distribuirá R$ 1,35 bilhão, equivalente a R$ 0,45 por ação e yield de 3,3%. O valor eleva o total anunciado para 2025 a R$ 3,7 bilhões, o que significa yield próximo de 9%.
O Itaú BBA afirma que a política permanece sólida e inclui payout mínimo de 75%, pagamentos semestrais e espaço para dividendos extraordinários. Assim, a gestora mantém projeção positiva para o fluxo de caixa da elétrica.
O banco reiterou recomendação de compra e manteve o preço-alvo em R$ 13,60, destacando que a companhia segue com capacidade de entregar remuneração elevada.
Suzano (SUZB3) antecipa mínimo obrigatório antes da nova regra
A Suzano aprovou R$ 1,38 bilhão em dividendos, ou R$ 1,12 por ação, com pagamento em fevereiro de 2026. A antecipação busca evitar impactos diretos da nova tributação.
O BBI avalia que a medida melhora a previsibilidade dos acionistas e reduz incertezas no período de transição fiscal. Além disso, o calendário garante distribuição contínua mesmo em ambiente de maior pressão tributária.
O banco manteve visão positiva para SUZB3, destacando que o pagamento reforça disciplina financeira.
Minerva (BEEF3) entrega dividendos antes do imposto e preserva visibilidade
A Minerva anunciou R$ 0,1646 por ação, yield de 3%, como estratégia para antecipar remunerações antes da cobrança de 10%. O payout ficou em 13%, mas pode subir conforme a alavancagem evoluir.
Segundo o Goldman Sachs, a estrutura de capital permanece estável após o pagamento. Além disso, a companhia mantém flexibilidade para ajustes ao longo de 2025.
Mesmo assim, o banco manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 6,75, citando menor impulso operacional no curto prazo.
Direcional (DIRR3) surpreende com yield alto e política consistente
A Direcional aprovou R$ 804,4 milhões em dividendos, ou R$ 1,55 por ação, com yield de 9%. Somando todas as distribuições de 2025, o valor chega a R$ 1,45 bilhão.
O Bradesco BBI destaca que o pagamento reforça a política de retornar excesso de caixa sem comprometer o crescimento. Além disso, a XP afirma que o montante veio acima do esperado e mantém a ação entre as preferidas do setor.
Os dois bancos reiteraram compra para DIRR3, com projeção de forte retorno em 2026.
Intelbras (INTB3) paga acima do esperado e ajusta estratégia
A Intelbras distribuirá R$ 300 milhões, yield de 7,1%, com pagamento em dezembro. O valor supera estimativas e se antecipa ao novo ambiente tributário.
O BTG vê chance de a empresa rever sua política de retorno ao capital, já que possui mais de R$ 1 bilhão em reservas. Além disso, o pagamento extraordinário reforça a estratégia de proteger acionistas.
O BBI considerou o anúncio positivo e afirmou que outras companhias seguirão caminho semelhante até o fim do ano.