
- Dólar à vista recuou 0,08%, para R$ 5,531
- Apoio de Bolsonaro a Flávio entrou no radar do câmbio
- BC vendeu US$ 2 bilhões em leilões de linha e aliviou pressão
O dólar à vista virou para queda e passou a recuar frente ao real nesta sexta-feira (26), após operar em alta durante a manhã. A moeda reagiu à venda de US$ 2 bilhões em leilões de linha do Banco Central e à repercussão política envolvendo a sucessão presidencial.
Além disso, o mercado absorveu a confirmação de que Jair Bolsonaro declarou apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência em 2026. Com isso, o câmbio perdeu força após o início da tarde.
Cotação do dólar hoje
Às 12h44, o dólar à vista caía 0,08%, negociado a R$ 5,531 na venda. Assim, a moeda devolveu parte dos ganhos registrados mais cedo.
Enquanto isso, às 10h30, o contrato de dólar futuro para janeiro subia 0,49%, aos R$ 5,557, refletindo ajustes de curto prazo na B3.
Por outro lado, o mercado seguiu atento ao fluxo negativo, marcado por remessas financeiras e comerciais ao exterior. Portanto, a volatilidade permaneceu elevada.
Atuação do Banco Central
O Banco Central realizou dois leilões de linha, somando US$ 2 bilhões, com liquidação prevista para 30 de dezembro. As recompras ocorrerão em fevereiro e maio de 2026.
Além disso, a medida buscou atender à demanda sazonal por dólares no fim do ano. Com isso, a pressão compradora perdeu intensidade após o meio-dia.
Na semana, uma operação menor, de US$ 500 milhões, já havia sido suficiente para inverter o sinal do câmbio. Portanto, a atuação do BC segue como fator-chave.
Fator político no radar
Na quinta-feira, Bolsonaro confirmou por carta o apoio a Flávio Bolsonaro como candidato ao Planalto. Assim, o mercado interpretou a sinalização como um fator de redução de alternativas eleitorais.
Além disso, agentes avaliam que o movimento diminui as chances de Tarcísio de Freitas entrar na disputa. Com isso, parte do mercado ajustou posições no câmbio.
Por outro lado, a leitura predominante segue cautelosa. Portanto, o impacto político atua mais como gatilho pontual do que mudança estrutural.
Ambiente externo e juros
No exterior, investidores monitoram o ritmo e a magnitude de cortes de juros pelo Fed com a aproximação do novo ano. Assim, o dólar opera de forma mista frente a outras moedas.
Além disso, a moeda americana avança contra iene, euro e libra, mas recua ante pares como peso chileno e peso mexicano. Com isso, o real acompanha o movimento regional.
Enquanto isso, dados de crédito no Brasil mostraram queda de 6,6% nas concessões em novembro. Portanto, o cenário doméstico segue influenciando o humor do mercado.