Expectativas

Petróleo reage à China, mas queda histórica ainda pressiona o mercado

Estímulos prometidos por Pequim sustentam preços, porém excesso de oferta limita recuperação.

Petróleo, petroleiras
Foto de Kokhanchikov
  • Petróleo sobe com promessa de estímulos da China
  • Dezembro caminha para a quinta queda mensal seguida
  • Excesso de oferta global limita reação dos preços

O petróleo avançou levemente nesta segunda-feira, impulsionado pela promessa da China de ampliar estímulos fiscais em 2026, o que reacendeu expectativas de melhora na demanda.

Ainda assim, apesar da alta pontual, a commodity caminha para a quinta queda mensal consecutiva em dezembro, o que pode marcar a pior sequência de perdas em mais de dois anos.

China dá suporte pontual aos preços

O Brent subiu para acima de US$ 61 o barril, após cair 2,6% na sessão anterior. Enquanto isso, o West Texas Intermediate (WTI) operava próximo de US$ 57.

Esse movimento ocorreu após o Ministério das Finanças da China anunciar a intenção de ampliar os gastos fiscais em 2026, sinalizando apoio direto ao crescimento econômico.

Dessa forma, o mercado reagiu à perspectiva de maior demanda chinesa por energia, embora o cenário global ainda exija cautela.

Guerra na Ucrânia mantém incertezas

Ao mesmo tempo, as negociações lideradas pelos Estados Unidos para encerrar a guerra na Ucrânia seguem sem avanços concretos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que houve “muito progresso” nas conversas com Volodymyr Zelenskiy, realizadas em Mar-a-Lago, e indicou novo encontro em janeiro.

Mesmo assim, os impasses persistem, limitando impactos mais fortes sobre os preços do petróleo no curto prazo.

Excesso de oferta segue como principal pressão

Apesar do suporte vindo da China, o petróleo continua pressionado pelo excesso global de oferta, após aumentos na produção da OPEC+, que inclui a Rússia.

Além disso, países fora do cartel também elevaram a produção, ampliando o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Por outro lado, a China, maior importadora mundial de petróleo, deve manter estoques elevados em 2026, o que pode absorver parte do excedente.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.