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FIIs para 2026: analistas revelam os fundos que podem disparar neste ano

Com cotas ainda descontadas e a expectativa de queda dos juros, casas de análise mapeiam fundos imobiliários que podem combinar renda e ganho de capital em 2026.

fiis 2
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  • FIIs entram em 2026 negociando abaixo do valor patrimonial
  • Multiestratégia, FOFs e logística lideram as recomendações
  • Queda dos juros pode destravar ganho de capital e renda

Mesmo após um ciclo prolongado de juros elevados, o mercado de FIIs inicia 2026 com assimetrias relevantes, sobretudo entre FIIs negociados abaixo do valor patrimonial.

Nesse cenário, analistas destacam segmentos e fundos capazes de capturar recuperação patrimonial, valorização das cotas e manutenção de renda recorrente ao longo do ano.

Cotas descontadas colocam FIIs no radar

Atualmente, o IFIX segue negociando com desconto frente ao valor patrimonial. Esse movimento, portanto, mantém os fundos imobiliários no radar dos analistas para 2026.

Segundo levantamento da Eleven, os FIIs recomendados negociam, em média, a 0,89 vez o valor patrimonial, com dividend yield projetado de 11,8% em 12 meses. Além disso, a expectativa de queda dos juros tende a destravar valor.

Nesse contexto, os fundos com maior flexibilidade de mandato ganham espaço, pois conseguem capturar tanto recuperação patrimonial quanto ganho de capital.

Multiestratégia e FOFs lideram as apostas

Entre os destaques está o MCRE11, apontado pela Eleven. O fundo negocia com desconto e possui potenciais eventos de ganho de capital, como a venda de ativos logísticos.

Outro nome citado é o BTHF11, indicado por Flávio Pires, do Santander. Com portfólio diversificado entre FIIs, CRIs e ativos físicos, o fundo pode se beneficiar da valorização das cotas.

No segmento de fundos de fundos, o JSAF11 aparece entre as recomendações por conta da exposição majoritária a FIIs de tijolo e do desconto elevado frente ao valor patrimonial.

Fundos de tijolo voltam ao centro

Com a expectativa de juros mais baixos, os fundos de tijolo voltam ao radar. No segmento de shoppings, o XPML11 se destaca pela qualidade do portfólio e pela melhora na estrutura de alavancagem.

Em escritórios, o TEPP11 chama atenção após a reciclagem de ativos, movimento que tende a elevar rendimentos. Já na logística, o cenário segue favorável.

Nesse segmento, a Eleven inclui o HGLG11 entre as apostas para 2026. O VILG11, citado pelo Santander, aparece após elevar a taxa de ocupação para 98% e anunciar a venda de ativos com expectativa de ganho de capital relevante.

Recebíveis ganham força com IPCA

Os fundos de recebíveis entram em 2026 com perspectiva de captura de marcação a mercado, sobretudo aqueles atrelados ao IPCA.

A Eleven aponta o PCIP11, que negocia com desconto relevante.

Na mesma linha, o MCCI11 se destaca pela carteira pulverizada de CRIs e garantias robustas.

Desenvolvimento exige seletividade

Os fundos focados em desenvolvimento seguem exigindo maior cautela.

Ainda assim, o TGAR11 aparece entre as recomendações.

O fundo reúne desconto expressivo e caixa suficiente para concluir projetos, o que pode destravar valor ao longo do ciclo imobiliário.

Estratégia para 2026

Para a XP Research, o ano eleitoral tende a elevar a volatilidade. Por isso, a recomendação é manter carteiras diversificadas entre tijolo, papel e FOFs.

Segundo a casa, os FOFs surgem como uma das maiores oportunidades, pois negociam com dupla camada de desconto.

Enquanto isso, os fundos de papel apresentam deságio médio de 6,3%, os de tijolo 14,5% e os FOFs cerca de 17%.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.