
- Setor financeiro distribuiu R$ 112,1 bilhões em 2025, alta de 42%
- Itaúsa (ITSA4), BB Seguridade (BBSE3) e Itaú (ITUB4) lideraram em dividend yield
- Bancos seguem atrativos para renda, mesmo com nova tributação
Os bancos e seguradoras foram o grande destaque da temporada de dividendos de 2025, ao distribuir R$ 112,1 bilhões em proventos, entre dividendos e juros sobre capital próprio (JCP). O volume representa uma alta de 42% em relação a 2024, reforçando o protagonismo do setor financeiro na remuneração ao acionista.
O avanço foi puxado por nomes como Itaú Unibanco (ITUB4), Itaúsa (ITSA4), Bradesco (BBDC4) e BB Seguridade (BBSE3), que concentraram boa parte dos pagamentos e sustentaram o setor como o principal gerador de renda recorrente da Bolsa.
Quem pagou mais em dividend yield
Apesar do volume absoluto elevado, o investidor observa com atenção o dividend yield, indicador que mede o retorno dos proventos em relação ao preço da ação.
Em 2025, a liderança ficou com a Itaúsa (ITSA4), que apresentou DY de 13,8%, o maior entre as financeiras listadas no Ibovespa.
Na sequência, a BB Seguridade (BBSE3) registrou 12,04%, enquanto o Itaú Unibanco (ITUB4) entregou 10,64%, consolidando-se entre os papéis mais atrativos para quem busca renda com previsibilidade.
Demais destaques do setor
A Caixa Seguridade (CXSE3) apareceu em quarto lugar, com dividend yield de 8,06%, seguida pelo Bradesco (BBDC4), com 6,52%.
Além disso, o Santander Brasil (SANB11) registrou 5,17%, enquanto Porto Seguro (PSSA3) e Banco do Brasil (BBAS3) entregaram 4,82% e 4,65%, respectivamente.
Por fim, na ponta oposta, o BTG Pactual registrou dividend yield de 1,96%, após ações quase dobrarem em 12 meses, reduzindo o retorno percentual.
Dividendos seguem estratégicos, apesar da tributação
Mesmo com a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil mensais, vigente desde janeiro de 2026, analistas veem ações pagadoras relevantes na carteira.
Além de gerarem renda recorrente, esses papéis costumam ser mais defensivos, ajudando a atravessar períodos de volatilidade no mercado.
No longo prazo, a reaplicação dos dividendos potencializa o crescimento do patrimônio por meio dos juros compostos.
Isso desde que o investidor avalie fundamentos como governança, geração de caixa e sustentabilidade dos lucros.