
- Morgan Stanley rebaixa CPFL (CPFE3) para venda
- Alta de 75% em 12 meses esgota catalisadores
- Dividendos ficam abaixo dos principais pares
O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da CPFL (CPFE3) para venda, após forte valorização das ações nos últimos 12 meses.
Segundo o banco, o papel passou a oferecer relação risco-retorno pouco atrativa, com catalisadores limitados no curto prazo e dividendos abaixo dos pares.
Alta recente pesa contra a tese
As ações da CPFL (CPFE3) acumulam alta de cerca de 75% em 12 meses, superando o Ibovespa (IBOV) e o Índice de Energia Elétrica (IEE).
O banco atribui o rali ao valuation atrativo no passado, à expectativa de dividendos elevados em 2025 e a eventos positivos em ativos contingentes.
No entanto, o Morgan avalia que esses fatores já estão refletidos no preço atual das ações.
Valuation perde atratividade
Mesmo com a elevação do preço-alvo de R$ 40 para R$ 48, o banco vê potencial de queda de 13% frente às cotações atuais.
Além disso, a TIR real estimada de 7,4% ficou abaixo do custo de capital da companhia e sem prêmio de risco acionário.
Como resultado, a relação bull/bear de 0,5 vez ficou inferior à média dos pares, próxima de 1,0 vez.
Dividendos e alternativas
O Morgan Stanley destacou que a CPFL deixou de liderar em dividend yield dentro do setor.
Enquanto concorrentes como Axia Energia (AXIA3) e Copel (CPLE3) reforçaram a remuneração aos acionistas, o yield da CPFL caiu para patamares médios.
Nesse cenário, o banco aponta a Copel (CPLE3) como alternativa superior, com TIR real de 10,4% e dividend yield médio próximo de 11%.