
- Braskem (BRKM5) registra queda de vendas de resinas e químicos no Brasil no 1T26
- Spreads recuam até 12%, pressionando rentabilidade da companhia no trimestre
- Operações no México e Brasil enfraquecem, enquanto EUA e Europa mostram maior estabilidade
A Braskem (BRKM5) fechou o 1º trimestre de 2026 com queda nas vendas de resinas e principais químicos no Brasil. Além disso, a companhia também registrou recuo nos spreads do período.
Assim, o resultado reforça um ambiente mais pressionado para o setor petroquímico. Ao mesmo tempo, a demanda doméstica segue abaixo do nível observado no ano anterior.
Vendas recuam e utilização de plantas cai no Brasil
As vendas de resinas caíram 3%, para 782 mil toneladas. Além disso, os principais químicos recuaram 2%, totalizando 622 mil toneladas.
Dessa forma, a operação no Brasil perdeu ritmo no trimestre. Ao mesmo tempo, a taxa de utilização de eteno caiu para 69%, ante 74% um ano antes.
Os spreads também recuaram, com queda de 12% nos principais químicos e 6% nas resinas. Assim, a rentabilidade foi pressionada pela combinação de preços e custos.
Exterior mostra estabilidade parcial, mas México segue fraco
Nos Estados Unidos e Europa, a taxa de utilização ficou em 79%, acima do ano anterior. Além disso, as vendas somaram 496 mil toneladas, com leve queda.
Dessa forma, a operação internacional mostrou desempenho mais equilibrado. Ao mesmo tempo, os spreads recuaram 2% na região.
Já no México, o cenário foi mais fraco, com queda de 25% nas vendas. Assim, a utilização caiu para 55%, apesar de leve alta nos spreads.