
- Azul (AZUL3) elevou lucro ajustado em 81,5% no 1º trimestre
- Companhia ampliou margens mesmo com corte na oferta internacional
- Alta do combustível levou aérea a ajustar capacidade operacional
A Azul (AZUL3) registrou lucro líquido de R$ 6,02 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado quase quatro vezes superior ao registrado um ano antes. Além disso, desconsiderando efeitos não recorrentes, a companhia aérea lucrou R$ 1,4 bilhão, avanço de 81,5% na comparação anual.
Ao mesmo tempo, a empresa sustentou os resultados com demanda resiliente por viagens e maior disciplina operacional diante da alta do combustível.
Demanda forte compensa corte internacional
O yield da companhia, indicador que mede o valor pago por passageiro por quilômetro voado, subiu 0,6%, alcançando R$ 0,4840 no trimestre.
Enquanto a demanda permaneceu estável, a oferta de assentos caiu 2,7%. Além disso, a operação internacional sofreu retração ainda maior, com queda de 8,9% na oferta de voos.
Segundo a companhia, o recuo ocorreu após a devolução de cinco aeronaves Airbus de corredor duplo durante o processo de reestruturação financeira da empresa.
Receita e margem avançam
A receita líquida atingiu R$ 5,47 bilhões entre janeiro e março, crescimento de 1,4% frente ao mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, o Ebitda avançou 22,6%, somando R$ 1,69 bilhão no trimestre. Como consequência, a margem Ebitda subiu 5,4 pontos percentuais, encerrando o período em 31,1%.
Segundo o CEO John Rodgerson, a companhia ajustou capacidade de forma antecipada para preservar rentabilidade diante da alta do combustível.
Frota eficiente sustenta estratégia
A administração afirmou que a empresa segue bem posicionada para enfrentar cenários de petróleo mais caro devido à frota mais eficiente em consumo do país e à diversificação das receitas.
Além disso, a aérea encerrou março com 185 aeronaves operacionais, uma unidade acima do registrado um ano antes.
Dessa forma, investidores acompanham se a companhia conseguirá manter margens elevadas mesmo em um ambiente de combustível pressionado e menor oferta internacional.