Refém das temperaturas

Engie Brasil (EGIE3) mantém expansão no Oriente Médio mesmo após queda no lucro

Companhia sofreu pressão operacional no 1º trimestre após clima mais quente reduzir demanda por gás e energia, mas reafirmou estratégia de crescimento em renováveis.

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  • Engie Brasil (EGIE3) teve queda de 8,4% no lucro operacional
  • Clima mais quente pressionou vendas de gás e energia
  • Companhia manteve expansão no Oriente Médio e nos EUA

A Engie Brasil (EGIE3) reportou queda no lucro operacional do primeiro trimestre de 2026, impactada principalmente pelas temperaturas mais elevadas, que reduziram o consumo de gás natural e eletricidade em mercados relevantes para a companhia.

Ainda assim, o grupo manteve os planos de expansão no Oriente Médio e nos Estados Unidos. Além disso, a empresa reforçou que continua enxergando forte potencial de crescimento em projetos ligados à transição energética.

Clima mais quente pressiona operação

O Ebit, excluindo a divisão nuclear, caiu 8,4% na comparação anual, totalizando 3,4 bilhões de euros. Apesar da retração, o resultado veio exatamente em linha com as projeções do mercado.

A principal pressão veio da divisão de gestão de energia, responsável pelo fornecimento de eletricidade e gás para clientes corporativos e residenciais. Nesse segmento, o lucro operacional recuou 12,2%, encerrando o trimestre em 1,14 bilhão de euros.

Ao mesmo tempo, o braço de geração renovável e flexível também sofreu desaceleração relevante. O lucro operacional da divisão caiu 16,1%, ficando pouco abaixo de 1 bilhão de euros, movimento igualmente associado ao clima mais quente.

Oriente Médio segue estratégico

Apesar da guerra no Irã e das tensões no Oriente Médio, o CFO Pierre-Francois Riolacci afirmou que a companhia não pretende revisar sua estratégia de crescimento na região.

Segundo o executivo, os projetos de energia renovável continuam avançando normalmente. Além disso, ele destacou que não houve interrupções no fornecimento de gás aos clientes durante o conflito.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, a empresa reconheceu maior dificuldade para aprovar projetos de energia eólica onshore devido a entraves regulatórios. Por outro lado, os investimentos em energia solar e baterias seguem acelerando.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.