Preservando as finanças

Blau (BLAU3) admite dificuldades após IPO e muda estratégia para tentar destravar crescimento

Farmacêutica afirmou que enfrentou anos difíceis após estreia na Bolsa e agora prioriza projetos com melhor retorno e menor risco.

Blau Farmacêutica
Blau Farmacêutica
  • Blau (BLAU3) afirmou que enfrentou forte pressão após o IPO de 2021.
  • Companhia pode realizar novos desinvestimentos para preservar eficiência financeira.
  • Farmacêutica aposta em biossimilar do Keytruda para impulsionar crescimento.

A Blau (BLAU3) afirmou que os anos após o IPO foram marcados por desafios regulatórios, pressão no setor farmacêutico e necessidade de preservar caixa. Segundo o CEO Marcelo Hahn, atrasos em aprovações da Anvisa e concorrência de produtos sem registro afetaram diretamente o crescimento da companhia.

Além disso, o executivo reconheceu que parte dos investimentos realizados após a abertura de capital não entregou o retorno esperado. Atualmente, a farmacêutica vale cerca de um terço do valor de mercado registrado na época do IPO.

Companhia reduz exposição

A empresa também destacou que o setor sofreu forte correção de preços no período pós-pandemia. Diante desse cenário, a companhia decidiu rever prioridades e reduzir exposição a projetos considerados menos eficientes.

Nesse contexto, o grupo relembrou o desinvestimento da Prothya, concluído no ano passado. Além disso, a Hemarus, operação de coleta de plasma nos Estados Unidos, também pode ser vendida futuramente.

Segundo a administração, a unidade não possui contrato de longo prazo atualmente e não gerou receita no primeiro trimestre. Ainda assim, a farmacêutica afirmou que conseguiu manter uma estrutura de capital saudável durante o período mais pressionado.

Aposta agora mira oncologia

Para os próximos trimestres, o foco passa a ser projetos com melhor relação entre risco e retorno. Entre eles, a principal aposta envolve o desenvolvimento de anticorpos monoclonais.

O destaque ficou para o pembrolizumabe, candidato a biossimilar do Keytruda, medicamento usado no tratamento de diferentes tipos de câncer. Além disso, a companhia afirmou esperar melhora no ritmo de aprovações da Anvisa com a nova gestão da agência.

Segundo o CEO, produtos já aprovados devem contribuir mais fortemente para os resultados ao longo de 2026, enquanto novos lançamentos podem começar a ganhar espaço nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.