Pressão no varejo

C&A (CEAB3), Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3) tombam após fim da “Taxa das Blusinhas”

Mercado reagiu ao aumento esperado da concorrência com plataformas internacionais após governo eliminar tarifa sobre importações baratas.

Crédito: Depositphotos.
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  • C&A (CEAB3), Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3) caíram após o fim da “Taxa das Blusinhas”.
  • Mercado teme aumento da concorrência das plataformas asiáticas.
  • Bancos avaliam que varejistas estão mais eficientes do que em 2024.

As ações de varejistas de moda como C&A (CEAB3), Renner (LREN3) e Riachuelo (RIAA3) operaram em queda nesta quarta-feira após o governo acabar com a tarifa federal de 20% sobre compras internacionais abaixo de US$ 50.

A medida reacendeu preocupações do mercado sobre o aumento da concorrência das plataformas asiáticas, principalmente da Shein, sobre o varejo nacional.

Mercado teme avanço das importações

Por volta das 10h50, os papéis da C&A (CEAB3) caíam mais de 3%, enquanto Riachuelo (RIAA3) e Renner (LREN3) também registravam perdas relevantes no pregão.

Segundo analistas do Bradesco BBI, o fim da chamada “Taxa das Blusinhas” tende a ser mais negativo justamente para varejistas focadas em renda média e produtos de ticket mais acessível.

Além disso, o banco avalia que as ações do setor podem enfrentar maior volatilidade no curto prazo diante da retomada da competitividade das plataformas internacionais.

Empresas estão mais preparadas

Apesar disso, tanto o BBI quanto o BTG Pactual destacaram que as varejistas brasileiras chegam mais preparadas operacionalmente do que em 2024.

Nos últimos anos, companhias como Renner, C&A e Riachuelo melhoraram gestão de estoques, eficiência operacional, precificação e cadeia de fornecimento.

Mesmo assim, pesquisas do BTG apontam que plataformas como a Shein ainda continuam oferecendo preços inferiores aos praticados pelo varejo doméstico.

Importações devem voltar a crescer

Antes da criação da tributação em 2024, o Brasil registrava mais de 18 milhões de encomendas internacionais por mês.

Após a implementação da tarifa, esse volume caiu para aproximadamente 11 milhões, mas posteriormente voltou para a faixa entre 15 milhões e 17 milhões.

Nesse cenário, investidores acompanham se o fim do imposto pode acelerar novamente as compras internacionais e pressionar margens das varejistas brasileiras.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.