
- Klabin (KLBN11) sofreu pressão de custos e clima no 1º trimestre.
- JPMorgan vê melhora gradual da operação ao longo do ano.
- Mercado monitora geração de caixa e desalavancagem para 2027.
A Klabin (KLBN11) continua enfrentando pressão operacional no curto prazo, mas o JPMorgan mantém visão construtiva para a companhia no médio prazo.
Segundo o banco, os resultados fracos do primeiro trimestre foram impactados principalmente pelo aumento dos custos de fibra e pelos efeitos climáticos sobre a operação florestal.
Custos e clima pressionaram trimestre
A companhia reportou prejuízo líquido de aproximadamente R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026.
No mesmo período do ano anterior, a Klabin havia registrado lucro de cerca de R$ 446 milhões.
Além disso, o JPMorgan destacou que interrupções florestais relacionadas ao clima continuaram pressionando os custos da companhia ao longo do trimestre.
Pressão pode continuar no curto prazo
Segundo os analistas, os efeitos do conflito no Oriente Médio também devem gerar novas pressões de custos no segundo trimestre.
Nesse cenário, a Klabin já iniciou anúncios de reajustes de preços em diversas categorias de produtos para tentar compensar parte do aumento das despesas.
Enquanto isso, os custos mais elevados de fibra e a parada programada de manutenção também impactaram negativamente a rentabilidade no período.
Banco segue construtivo no médio prazo
Apesar do balanço mais fraco, o JPMorgan avalia que parte relevante dessas pressões é temporária.
Além disso, o banco destacou que 2026 deve marcar o último ano do ciclo transformacional de investimentos da companhia.
A partir de 2027, o capex tende a retornar para níveis mais próximos de manutenção, o que pode abrir espaço para maior geração de caixa e desalavancagem.
Fluxo de caixa vira foco do mercado
Segundo os analistas, o mercado deve acompanhar principalmente a evolução da geração de fluxo de caixa livre nos próximos trimestres.
Ao mesmo tempo, a melhora gradual dos custos de fibra e a normalização operacional podem ajudar a companhia a recuperar margens ao longo do ano.
Mesmo assim, o JPMorgan manteve recomendação neutra para os ativos, avaliando que as ações já negociam em níveis considerados justos frente aos pares do setor.