
- KLBN11 segue como uma das principais apostas da EQI para dividendos em 2026
- Klabin (KLBN11) possui potencial de valorização total estimado em 42%
- EQI Research manteve carteira inalterada com foco em geração de caixa e dividendos
A EQI Research decidiu manter sua carteira “Mais Dividendos com Ações” sem mudanças em maio, mas um papel ganhou destaque especial no relatório: Klabin (KLBN11). A casa reforçou recomendação de compra mesmo após a ação acumular queda próxima de 10% no ano.
Segundo a análise, o mercado estaria exagerando os impactos negativos do dólar mais fraco e da pressão nos preços da celulose. Ainda assim, a EQI vê espaço para valorização relevante no médio prazo e calcula um potencial de retorno total de 42% para o ativo.
KLBN11 segue entre favoritas para dividendos
A carteira da EQI manteve 12 ações focadas em geração de caixa e distribuição de proventos. Entre os principais nomes estão Petrobras (PETR4), Itaúsa (ITSA4), BB Seguridade (BBSE3), Copel (CPLE3) e Klabin (KLBN11).
No caso de KLBN11, a casa projeta preço-alvo de R$ 24 por ação, além de dividend yield estimado em 4,9% para 2026. O relatório afirma que a empresa continua negociando em níveis atrativos de valuation, mesmo em um cenário desafiador para o setor de papel e celulose.
Além disso, a EQI destacou que a companhia possui uma das bases florestais mais produtivas do mundo, fator considerado estratégico para manter margens competitivas no longo prazo.
EQI aponta gatilhos para recuperação da Klabin
Outro ponto central da tese envolve o fluxo de caixa da empresa. Segundo as projeções da EQI, o fluxo de caixa livre para o acionista pode representar cerca de 9% do valor de mercado em 2026 e avançar para 13,6% em 2027.
A casa também destacou o valor dos ativos florestais da Klabin. A companhia possui cerca de 911 mil hectares de florestas, sendo aproximadamente 669 mil hectares de áreas próprias.
Mesmo assim, o relatório alerta para riscos importantes envolvendo câmbio, preços internacionais da celulose, alavancagem financeira e novos ciclos de investimento da companhia.