Impacto dos custos

Boa Safra (SOJA3) dispara lucro no 1º tri, mas operação sente peso dos juros

Companhia bate recorde na carteira de pedidos, amplia diversificação e vê despesas financeiras pressionarem resultado operacional.

ipo boa safra
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  • Boa Safra (SOJA3) teve lucro consolidado de R$ 27,4 milhões.
  • Carteira de pedidos atingiu recorde de R$ 1,5 bilhão.
  • Alta das despesas financeiras pressionou resultado recorrente.

A Boa Safra (SOJA3) encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido consolidado de R$ 27,4 milhões. O resultado representa alta de 62% frente ao mesmo período do ano passado.

Apesar disso, o lucro recorrente da companhia caiu, refletindo o aumento das despesas financeiras e os custos mais elevados da dívida.

Resultado operacional recua apesar da alta da receita

A receita líquida da Boa Safra (SOJA3) cresceu 20%, atingindo R$ 132,1 milhões. Já o lucro líquido recorrente, desconsiderando o efeito da venda de cotas do SNAG11, caiu 36%, para apenas R$ 3,7 milhões.

O Ebitda ajustado permaneceu negativo em R$ 25,4 milhões, embora tenha melhorado frente ao prejuízo operacional do ano anterior.

Segundo a companhia, o primeiro trimestre possui menor peso sazonal no negócio, já que a maior parte das entregas de sementes de soja acontece no segundo semestre.

Carteira recorde anima mercado e diversificação ganha força

A carteira de pedidos da Boa Safra (SOJA3) atingiu cerca de R$ 1,5 bilhão, recorde histórico para um primeiro trimestre.

Além disso, as receitas vindas de novas culturas, serviços e insumos cresceram 31%, somando R$ 82 milhões. Pela primeira vez, os negócios além da soja representaram a maior parte das vendas da companhia no início do ano.

Por outro lado, as despesas financeiras saltaram 78%, pressionadas pelos custos dos CRAs emitidos em 2025 para alongamento da dívida. A dívida líquida encerrou março em R$ 848,4 milhões, enquanto o caixa totalizou R$ 777,2 milhões.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.