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Aluguel, café da manhã e almoço estão mais caros

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A inflação no setor de alimentação fora do lar foi de 0,39% no mês de julho.

Nós últimos dias, em informações divulgadas foi informado que os preços dos aluguéis residenciais aumentaram mais que o dobro da inflação em julho, com alta de 1,12% — enquanto o IPCA (índice oficial de inflação calculado pelo IBGE) registrou avanço de 0,38%.

As altas ocorreram em 31 das 36 cidades monitoradas pela pesquisa, que acompanha o preço médio de locação em anúncios na internet.

Nos últimos 12 meses, o índice acumula um avanço de 14,60% — também uma ligeira redução no acumulado no ano em junho de 2024.

Já a inflação no setor de alimentação fora do lar foi de 0,39% no mês de julho, enquanto para alimentos e bebidas (principais insumos do setor), houve deflação de -1%. Apesar da diferença, o setor de bares e restaurantes mantém os preços em linha com o índice geral, que fechou em 0,38% no último mês.

Estabelecimentos do setor de bares e restaurantes têm optado por não repassar o aumento dos preços de forma integral. No acumulado do ano, os principais insumos apresentam uma alta de 3,65%, enquanto os preços nos estabelecimentos apontam um aumento de 2,76%.

Segundo pesquisa da Abraselu de junho, 39% dos estabelecimentos não conseguiram aumentar os preços nos últimos 12 meses, enquanto para 51% foi possível fazer um reajuste conforme ou abaixo da inflação.

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Aluguel residencial registra aumento de quase 15% em um ano

Segundo o Índice FipeZAP, o aluguelresidencial experimentou um aumento médio de 14,6% nos últimos 12 meses nas 36 cidades analisadas. Dessa forma, incluindo 22 capitais. Esse crescimento supera significativamente a inflação oficial do período. A medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ficou em 4,5%. A discrepância em relação ao IGP-M, um indicador frequentemente utilizado para reajustar contratos de locação, também é notável, já que esse índice registrou uma alta de apenas 3,82% no mesmo intervalo.

O levantamento revela que a alta nos aluguéis se acentuou mais para imóveis com um dormitório, que registraram um aumento médio de 17,5% entre julho de 2023 e julho deste ano. Em contrapartida, os imóveis com três dormitórios apresentaram um reajuste mais modesto, de 13,2% no mesmo período. Essa disparidade nos reajustes pode indicar uma demanda crescente por imóveis menores, à medida que os locatários buscam opções mais acessíveis.

O aumento nos aluguéis residenciais tem variado significativamente entre as diferentes cidades brasileiras, refletindo a dinâmica do mercado imobiliário. 

Os dados recentes atualizados por FipeZAP

De acordo com dados recentes, Campo Grande lidera a lista com uma impressionante alta de 40,7% nos aluguéis, seguida por Aracaju, que registrou um aumento de 36,44%. Salvador também apresenta um aumento significativo, com os aluguéis subindo 21,80%.

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Outras cidades que se destacam são Porto Alegre e Curitiba, com altas de 20,54% e 20,21%, respectivamente. Recife segue com um aumento de 18,29%, enquanto Brasília e Belo Horizonte apresentam reajustes de 17,82% e 16,73%, respectivamente.

Goiânia, por sua vez, registrou um aumento de 16,51%, e Belém viu os aluguéis subirem 14,38%. Fortaleza e João Pessoa tiveram altas de 14,09% e 12,88%, enquanto São Paulo e Rio de Janeiro registraram aumentos mais modestos, de 12,02% e 11,32%.

Cidades como Cuiabá (10,21%), São Luís (9,73%) e Florianópolis (8,76%) também mostraram crescimento, mas em menor escala. Natal (8,56%) e Teresina (8,49%) apresentaram aumentos semelhantes, enquanto Manaus (7,51%) e Maceió (6,67%) tiveram reajustes mais discretos. Por fim, Vitória se destacou como a cidade com o menor aumento, com apenas 3,67%.

O levantamento revelou as cidades com os maiores valores de aluguel por metro quadrado. Em média, o custo do metro quadrado nas 36 cidades monitoradas é de R$ 46,41, mas as variações regionais são significativas.

Capitais com aluguel mais caro 

Recentemente, um levantamento revelou quais são as capitais brasileiras com os aluguéis mais altos por metro quadrado. São Paulo lidera a lista, com um custo médio de R$ 55,69 por metro quadrado, consolidando sua posição como a cidade mais cara para locação no Brasil.

Florianópolis segue em segundo lugar, com aluguéis a R$ 53,72 o metro quadrado, enquanto Recife ocupa a terceira posição, com um custo de R$ 52,14. Maceió e São Luís também figuram entre as capitais mais caras, com preços de R$ 50,43 e R$ 49,55, respectivamente.

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Belém e Rio de Janeiro apresentam custos de R$ 48,01 e R$ 47,96, ficando logo abaixo na lista. Brasília, a capital federal, registra um valor médio de R$ 46,98 por metro quadrado, enquanto Manaus e Vitória têm aluguéis de R$ 45,31 e R$ 43,16, respectivamente.

Outras capitais com aluguéis elevados incluem Curitiba (R$ 40,64), Belo Horizonte (R$ 40,45) e João Pessoa (R$ 39,96). Salvador e Goiânia apresentam valores de R$ 38,64 e R$ 38,41, enquanto Cuiabá (R$ 37,84) e Porto Alegre (R$ 36,16) também estão entre as capitais mais caras.

As cidades de Natal (R$ 34,60) e Campo Grande (R$ 34,36) seguem na lista, com Fortaleza (R$ 30,47) e Aracaju (R$ 26,85) apresentando aluguéis mais baixos. Por fim, Teresina tem o custo mais acessível, com aluguéis a R$ 21,36 por metro quadrado. Esses dados ilustram as variações significativas nos preços de locação em diferentes capitais, refletindo a dinâmica do mercado imobiliário em cada região do Brasil.


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