
- BBI eleva preço-alvo da ENEV3 para R$ 26
- Potencial de alta de até 30% no cenário base
- O mercado vê o leilão de capacidade como o principal gatilho
Depois de avançar 111% em 2025, a Eneva (ENEV3) segue com viés positivo entre analistas. Ainda assim, o Bradesco BBI manteve a recomendação outperform e elevou o preço-alvo de R$ 22 para R$ 26, indicando potencial de alta de 30% frente ao último fechamento.
Apesar do rali recente, o banco avalia que o mercado ainda não precificou totalmente os próximos eventos relevantes para a companhia.
Leilão sustenta visão construtiva
Segundo o Bradesco BBI, a revisão reflete um cenário mais favorável para o leilão de reserva de capacidade (LRCAP), previsto para março. Para isso, o banco atualizou o modelo com os números do 3T25 e novas conversas com agentes do setor.
No cenário base, os analistas consideram a contratação de 3,0 GW, com receita média de R$ 2,25 milhões por MW para ativos como Parna 1/3 e Celse 2. Dessa forma, o banco entende que ainda há espaço para valorização.
Por outro lado, no cenário conservador, o preço-alvo cai para R$ 24, mesmo assim com potencial de alta de 20%. Já no cenário otimista, o valor justo chega a R$ 28, ou 39% de upside, podendo atingir 50% caso a receita alcance R$ 2,50 milhões por MW.
Portfólio forte favorece a empresa
Além disso, o BBI espera que os reguladores ampliem o volume contratado no leilão para 20 GW a 25 GW, acima das projeções anteriores. Ao mesmo tempo, o teto de receita tende a subir, refletindo custos maiores de construção e logística do gás.
Nesse contexto, a Eneva se destaca. A companhia possui cerca de 1,6 GW em térmicas existentes e ao menos 1,3 GW em projetos avançados, além de outros empreendimentos prontos para desenvolvimento.
Assim, para o banco, a combinação de leilão mais robusto, ativos competitivos e custos mais baixos sustenta o otimismo, mesmo após a forte alta acumulada.