
- Ambipar entrou em recuperação judicial e enfrenta risco de investigações e sanções da CVM.
- Ata interna mostra aval do conselho da Ambipar (AMBP3) a contratos com o Deutsche Bank.
- Documento contradiz a versão oficial e amplia suspeitas sobre a governança da companhia.
A crise que atingiu a Ambipar (AMBP3) ganhou um novo documento que complica a defesa da companhia. A ata da reunião de 27 de fevereiro de 2025 mostra que o conselho aprovou contratos de swap com o Deutsche Bank.
O CEO Tércio Borlenghi Junior e o então diretor jurídico Mauro Nakamura assinaram o documento. Entretanto, a companhia não protocolou a ata na CVM, como exigem as normas, e só tornou o documento público agora.
Aval formal do conselho
A ata registra que o conselho aprovou por unanimidade a estrutura de hedge vinculada aos green bonds de US$ 493 milhões.
Além disso, a ata delegou poderes à diretoria para executar e ratificar as operações.
Essa formalização contraria a versão da Ambipar de que o ex-CFO João Arruda teria agido sozinho.
Omissão à CVM e riscos de governança
A norma exige divulgação de atas que gerem efeitos perante terceiros em até sete dias úteis.
Porém, a companhia não enviou a ata à CVM, o que pode configurar infração à Resolução 80.
Assim, cresce o risco de investigação e sanções, e aumenta a pressão sobre a gestão.
Consequências e recuperação judicial
Na esfera judicial, o ex-CFO pediu busca e apreensão de documentos para preservar provas.
Enquanto isso, a Ambipar entrou em recuperação judicial com stay period de 180 dias.
Portanto, a companhia terá de apresentar um plano de reestruturação e negociar com credores.