Deterioração operacional

Auren (AURE3) afunda no prejuízo após geração fraca e pressão na comercialização

Companhia elétrica viu Ebitda despencar no 1º trimestre, enquanto alavancagem voltou a subir após aquisição da AES Brasil.

Auren (AURE3) afunda no prejuízo após geração fraca e pressão na comercialização
  • Auren (AURE3) reverteu lucro e teve prejuízo de R$ 601,6 milhões
  • Geração abaixo do esperado derrubou Ebitda no trimestre
  • Alavancagem subiu para 5,2 vezes após aquisição da AES Brasil

A Auren Energia (AURE3) registrou prejuízo líquido de R$ 601,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 54 milhões obtido um ano antes. Segundo a companhia, o resultado foi pressionado principalmente pela geração de energia abaixo do esperado e pelo desempenho mais fraco da comercialização.

Apesar disso, a receita líquida avançou 4,1%, alcançando R$ 3,07 bilhões no período. Ainda assim, a deterioração operacional pesou fortemente sobre a rentabilidade da elétrica.

Ebitda desaba e geração decepciona

O Ebitda caiu 78,2%, somando apenas R$ 300,1 milhões entre janeiro e março. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 925,9 milhões, recuo anual de 23,2%.

Segundo o CEO Fabio Zanfelice, a geração hídrica e eólica ficou abaixo das expectativas no trimestre. Além disso, mudanças no portfólio e vencimentos de contratos reduziram o desempenho da comercializadora.

Enquanto isso, os ganhos com modulação de energia alcançaram R$ 97,2 milhões, superando pela primeira vez os impactos do curtailment, que somaram R$ 86,2 milhões no período.

Dívida sobe após aquisição da AES Brasil

Com a queda do Ebitda, a alavancagem voltou a pressionar o mercado. A relação entre dívida líquida e Ebitda subiu para 5,2 vezes, acima das 4,8 vezes registradas no fim de 2025.

Segundo o vice-presidente financeiro Mateus Ferreira, a companhia entrou agora em uma fase de estabilização da alavancagem após a compra da AES Brasil.

Além disso, a empresa afirmou que segue avançando em reorganizações societárias para simplificar a estrutura, melhorar a gestão de caixa e acelerar a desalavancagem a partir de 2027.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.