Revisou para baixo

Banco do Brasil (BBAS3) corta projeção de lucro e mercado liga sinal de alerta

Bancão reduziu guidance para 2026 após piora no agronegócio e aumento das incertezas globais.

Banco do Brasil 6
Banco do Brasil 6
  • Banco do Brasil (BBAS3) cortou projeção de lucro para até R$ 18 bilhões.
  • Custo de crédito pode chegar a R$ 70 bilhões em 2026.
  • Agronegócio segue pressionando resultado do banco.

O Banco do Brasil (BBAS3) revisou para baixo sua projeção de lucro para 2026 após divulgar um primeiro trimestre pressionado pela deterioração do crédito rural.

Agora, o banco espera um lucro líquido ajustado entre R$ 18 bilhões e R$ 22 bilhões neste ano. Anteriormente, a expectativa era de resultado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões.

Agronegócio força revisão nas projeções

Segundo o banco, a revisão ocorreu após uma reavaliação do cenário econômico e do agravamento contínuo do risco no agronegócio.

Além disso, a instituição citou impactos das tensões geopolíticas globais e seus reflexos sobre os indicadores macroeconômicos.

O custo de crédito esperado para 2026 também disparou.

A projeção passou de uma faixa entre R$ 53 bilhões e R$ 58 bilhões para um intervalo de R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões.

Banco mantém crescimento da carteira

Apesar da piora nas projeções de lucro, o Banco do Brasil manteve as estimativas de crescimento da carteira de crédito.

A carteira total segue projetada para crescer entre 0,5% e 4,5% em 2026.

Enquanto isso, a carteira sustentável continua sendo um dos destaques, com expectativa de avanço entre 2% e 6%.

No primeiro trimestre, essa linha já cresceu 7%.

Margem financeira melhora, mas pressão continua

O banco também revisou para cima a projeção de margem financeira bruta.

Agora, a expectativa passou para crescimento entre 11% e 15%, acima da faixa anterior de 4% a 8%.

Ainda assim, o mercado segue atento ao avanço da inadimplência no agro e ao impacto das provisões nos próximos trimestres.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.