
- Banco do Brasil (BBAS3) teve queda de 53,5% no lucro do 1º trimestre.
- Provisões dispararam com avanço da inadimplência no agronegócio.
- Banco anunciou R$ 465,7 milhões em proventos aos acionistas.
O Banco do Brasil (BBAS3) encerrou a temporada de balanços dos grandes bancos com números pressionados no primeiro trimestre de 2026. O banco reportou lucro líquido ajustado de R$ 3,4 bilhões, resultado que representa uma queda de 53,5% frente ao mesmo período do ano passado.
Apesar do forte recuo, o número ficou próximo da expectativa do mercado, que projetava lucro de R$ 3,49 bilhões, segundo dados da LSEG.
Crédito rural segue pressionando resultado
O principal impacto veio do avanço da inadimplência no agronegócio, que elevou fortemente o custo de crédito do banco.
As provisões dispararam 85,8% na comparação anual, atingindo R$ 18,9 bilhões no trimestre.
Além disso, o retorno sobre patrimônio (ROE) despencou para 7,3%, contra 16,7% registrados um ano antes.
Segundo a CEO do banco, a instituição intensificou cobranças e judicializações para tentar recuperar ativos problemáticos ligados ao setor agro.
Banco amplia recuperação judicial de dívidas
O Banco do Brasil afirmou que já dobrou o número de judicializações realizadas em relação a todo o ano passado.
Além disso, a instituição ampliou o uso de garantias por alienação fiduciária e revisou processos internos de cobrança diante do agravamento da inadimplência rural.
Enquanto isso, a carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,3 trilhão, com crescimento anual de 2,2%.
O banco também anunciou novos proventos de R$ 465,7 milhões aos acionistas.
Serviços ajudam a amenizar pressão
Apesar da piora no lucro, algumas linhas operacionais mostraram crescimento no trimestre.
As receitas de prestação de serviços avançaram 5,5%, somando R$ 8,8 bilhões.
Os destaques ficaram para administração de fundos, seguros, previdência e consórcios, que seguiram sustentando parte da receita recorrente do banco.
Ainda assim, o mercado deve continuar monitorando a evolução da inadimplência no agro e o impacto das provisões nos próximos resultados.