Pressão no agro

Banco do Brasil (BBAS3) deve entregar trimestre pressionado e mercado teme piora no agro

Analistas projetam lucro mais fraco diante da alta das provisões e deterioração do crédito rural.

Banco do Brasil (BBAS3) deve entregar trimestre pressionado e mercado teme piora no agro
  • Banco do Brasil (BBAS3) deve registrar trimestre pressionado pelo agronegócio.
  • Provisões elevadas continuam sendo principal foco de preocupação.
  • Mercado monitora risco de frustração também nos próximos trimestres.

O Banco do Brasil (BBAS3) deve encerrar a temporada de balanços dos grandes bancos com mais um trimestre pressionado pela piora da inadimplência no agronegócio.

Segundo analistas, o banco ainda enfrenta forte impacto da deterioração do crédito rural, além do aumento das preocupações envolvendo crédito corporativo e varejo.

Provisões seguem pressionando resultado

O Goldman Sachs projeta forte deterioração operacional no trimestre, com queda expressiva no lucro antes dos impostos.

Além disso, o banco espera aumento das provisões para perdas com empréstimos, movimento que continua pressionando margens e rentabilidade da instituição.

Nesse cenário, o Goldman estima retração de aproximadamente 30% no lucro recorrente trimestral, com o retorno sobre patrimônio (ROE) recuando para perto de 8,5%.

Agro continua sendo principal problema

Segundo analistas, a qualidade da carteira rural permanece como principal ponto de preocupação do mercado.

O Itaú BBA afirmou que o Banco do Brasil deve apresentar o trimestre mais desafiador entre os grandes bancos brasileiros, principalmente por conta da deterioração das carteiras ligadas ao agronegócio.

Ao mesmo tempo, o BTG Pactual destacou risco crescente de frustração também no segundo trimestre diante da continuidade da pressão no setor rural.

Além disso, a expectativa é de crescimento mais moderado da carteira de crédito e receita financeira pressionada.

Mercado monitora guidance

O BBA projeta lucro líquido próximo de R$ 3,6 bilhões, enquanto o BTG trabalha com faixa entre R$ 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, abaixo do consenso do mercado.

Nesse cenário, investidores acompanham principalmente a evolução das provisões, inadimplência e eventual necessidade de revisão do guidance anual da instituição.

Enquanto isso, parte dos analistas avalia que o valuation atual ainda não compensa os riscos ligados à piora da qualidade dos ativos.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.