Impacto prolongado

Braskem (BRKM5) alerta para queda na demanda global após guerra no Oriente Médio

Petroquímica vê impacto prolongado nos preços de matérias-primas e mercado reage após balanço do 1T26.

Braskem (BRKM5) alerta para queda na demanda global após guerra no Oriente Médio
  • Braskem (BRKM5) prevê queda na demanda global após guerra no Oriente Médio
  • Companhia estima alta de quase 30% nos spreads químicos no Brasil
  • Lucro líquido mais do que dobrou no 1T26

As ações da Braskem (BRKM5) subiam 3,9% nesta quinta-feira (14), cotadas a R$ 12,69, após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026 e comentários da companhia sobre o cenário global da indústria petroquímica.

Durante teleconferência com analistas, o presidente da empresa, Roberto Ramos, afirmou que a guerra envolvendo o Irã deve provocar uma redução da demanda global ao longo deste ano.

Braskem vê impacto prolongado da guerra

Segundo o executivo, a alta dos preços causada pelo conflito tende a afetar diretamente o consumo global de produtos petroquímicos.

A companhia afirmou que ainda é difícil estimar o tamanho exato da queda na demanda, principalmente devido às incertezas sobre a duração e a resolução definitiva do conflito no Oriente Médio.

Mesmo assim, Ramos destacou que o mercado já trabalha com estimativas de redução entre 2% e 4% na demanda por petróleo, cenário que pode gerar reflexos relevantes para o setor químico.

Custos seguem pressionando setor petroquímico

A Braskem também alertou que os elevados custos de matérias-primas, como nafta e etano, podem permanecer pressionados durante vários anos.

Além disso, executivos da companhia afirmaram que um conflito prolongado por mais de seis meses pode afetar ainda mais o crescimento da demanda global e pressionar spreads no médio e longo prazo.

Por outro lado, a empresa estima uma alta próxima de 30% nos spreads químicos no Brasil durante o segundo trimestre, com base em projeções de consultorias externas.

Lucro dispara, mas Ebitda recua

A Braskem registrou lucro líquido de R$ 1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais do que dobrando o resultado positivo de R$ 698 milhões registrado um ano antes.

Apesar disso, o Ebitda recorrente caiu 24% na comparação anual, totalizando R$ 1,01 bilhão entre janeiro e março.

Enquanto isso, a receita líquida da companhia recuou 20% no período, encerrando o trimestre em R$ 15,49 bilhões.

Luiz Fernando

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.

Graduado pela UFOP; Atua como redator realizando a cobertura sobre política, economia, empresas e investimentos.